sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Last Rebellion

Talvez Last Rebellion não chame tanta atenção em um primeiro momento. Afinal, salvo por características próprias em relação à história, a impressão que dá é a de um típico JRPG (RPG nipônico), com tudo o que se espera do gênero: uma história épica, espadas gigantescas, diálogos dignos do gabinete de um analista e, é claro, uma demonologia própria.

Entretanto, surge uma esperança quando se bate o olho no nome da publicadora do game: NIS (Nippon Ichi Software). Para quem não conhece, trata-se da mesma que trouxe à luz pedradas como Disgaea, Ar Tonelico e a série Atelier. Melhorou? Pois é.

Um deus para a vida, um deus para a morte

O que acontece quando há um desequilibrio entre a vida e a morte?Last Rebellion se passa em Junovald, um mundo controlado por dois deuses, Meitilia e Formival. Meitilia é o deus da morte, e preside sobre tudo que envolva a destruição da vida. Formival é o deus da vida, capaz de proporcionar o renascimento aos espíritos descarnados. Juntos, eles representam o equilíbrio perfeito de Junovald, em uma típica mitologia oriental.

Um belo dia, eis que esse equilíbrio é quebrado pelas ações inconsequentes de Formival, que passa a reviver mais almas do que deveria, e tudo vai rapidamente ao caos. Nesse ponto, Meitilia cria duas instituições com a incumbência de colocar as coisas novamente nos trilhos. Surgem Sealers e Blades. Estes responsáveis pela destruição física, aqueles capazes de despachar definitivamente as almas errantes — aqui conhecidas como Belzeds.

Após uma guerra civil de nove anos, são convocados então os dois protagonistas do jogo, Nine, dos Blades, e Aisha, dos Sealers. Durante todo o jogo, você terá que alternar entre ambos já que, conforme afirma a mitologia, apenas Blades e Sealers juntos são capazes de despachar definitivamente os terríveis Belzeds. Então tá.

Vai acertar a perna ou o braço? Quem sabe o abdômen?

Entre uma batalha e outra, Last Rebbelion assume a típica faceta D&D: explorar masmorras, colher espólios, conversar com transeuntes. E as batalhas mantém o mesmo tom, apresentando rodadas em turnos, conforme você escolhe qual dos seus dois campeões atacará em cada momento — sim, são apenas dois personagens, e você conta com apenas um ataque por turno.

Entretanto, é justamente no sistema de batalha que Last Rebellion mostra a sua característica mais singular. Em vez de direcionar os seus golpes para partes genéricas do corpo do oponente, aqui você sempre poderá escolher qual parte do corpo será o alvo de determinado ataque. E o melhor: existe um grande valor estratégico nessas escolhas.

Por exemplo, caso você acerte uma das pernas de um inimigo, a sua movimentação será visivelmente prejudicada. Já um braço atingido por reduzir consideravelmente a eficácia dos golpes. Locais vitais ainda podem impossibilitar completamente um inimigo. Através dos chamados “chain points” você ainda poderá multiplicar diversas vezes o dano causado pelos seus ataques.

Uma bela vista para se apreciar

Last Rebellion de fato mostra as desventuras de Junovald através de ótimos gráficos, e também um bem bolado conceito artístico. Para efeito de comparação, as cenas de corte lembram muito Disgaea 3, e o ilustrador Akaya Kato realmente conseguiu dar aos personagens do game um visual fantástico. Complementando o quadro, você ainda conta com cenas de corte totalmente dubladas — é fácil reconhecer algumas figuras batidas de outros jogos da NIS.

Com vocês, o senhor Akaya Kato

Enfim, uma boa pedida para fãs da escola de RPGs criada em terras nipônicas. Conforme já mencionado, todos os elementos estão presentes: batalhas épicas, demonologia própria e um mundo à beira do completo colapso. Interessado? Então fique de olho: Last Rebellion deve dar as caras — exclusivamente no PS3 — no próximo dia 23. Aguarde novidades aqui no blog do video game brasil.

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