Talvez Last Rebellion não chame tanta atenção em um primeiro momento. Afinal, salvo por características próprias em relação à história, a impressão que dá é a de um típico JRPG (RPG nipônico), com tudo o que se espera do gênero: uma história épica, espadas gigantescas, diálogos dignos do gabinete de um analista e, é claro, uma demonologia própria.
Entretanto, surge uma esperança quando se bate o olho no nome da publicadora do game: NIS (Nippon Ichi Software). Para quem não conhece, trata-se da mesma que trouxe à luz pedradas como Disgaea, Ar Tonelico e a série Atelier. Melhorou? Pois é.
Um deus para a vida, um deus para a morte
Last Rebellion se passa em Junovald, um mundo controlado por dois deuses, Meitilia e Formival. Meitilia é o deus da morte, e preside sobre tudo que envolva a destruição da vida. Formival é o deus da vida, capaz de proporcionar o renascimento aos espíritos descarnados. Juntos, eles representam o equilíbrio perfeito de Junovald, em uma típica mitologia oriental.
Um belo dia, eis que esse equilíbrio é quebrado pelas ações inconsequentes de Formival, que passa a reviver mais almas do que deveria, e tudo vai rapidamente ao caos. Nesse ponto, Meitilia cria duas instituições com a incumbência de colocar as coisas novamente nos trilhos. Surgem Sealers e Blades. Estes responsáveis pela destruição física, aqueles capazes de despachar definitivamente as almas errantes — aqui conhecidas como Belzeds.
Após uma guerra civil de nove anos, são convocados então os dois protagonistas do jogo, Nine, dos Blades, e Aisha, dos Sealers. Durante todo o jogo, você terá que alternar entre ambos já que, conforme afirma a mitologia, apenas Blades e Sealers juntos são capazes de despachar definitivamente os terríveis Belzeds. Então tá.
Vai acertar a perna ou o braço? Quem sabe o abdômen?
Entre uma batalha e outra, Last Rebbelion assume a típica faceta D&D: explorar masmorras, colher espólios, conversar com transeuntes. E as batalhas mantém o mesmo tom, apresentando rodadas em turnos, conforme você escolhe qual dos seus dois campeões atacará em cada momento — sim, são apenas dois personagens, e você conta com apenas um ataque por turno.
Entretanto, é justamente no sistema de batalha que Last Rebellion mostra a sua característica mais singular. Em vez de direcionar os seus golpes para partes genéricas do corpo do oponente, aqui você sempre poderá escolher qual parte do corpo será o alvo de determinado ataque. E o melhor: existe um grande valor estratégico nessas escolhas.
Por exemplo, caso você acerte uma das pernas de um inimigo, a sua movimentação será visivelmente prejudicada. Já um braço atingido por reduzir consideravelmente a eficácia dos golpes. Locais vitais ainda podem impossibilitar completamente um inimigo. Através dos chamados “chain points” você ainda poderá multiplicar diversas vezes o dano causado pelos seus ataques.
Uma bela vista para se apreciar
Last Rebellion de fato mostra as desventuras de Junovald através de ótimos gráficos, e também um bem bolado conceito artístico. Para efeito de comparação, as cenas de corte lembram muito Disgaea 3, e o ilustrador Akaya Kato realmente conseguiu dar aos personagens do game um visual fantástico. Complementando o quadro, você ainda conta com cenas de corte totalmente dubladas — é fácil reconhecer algumas figuras batidas de outros jogos da NIS.
Enfim, uma boa pedida para fãs da escola de RPGs criada em terras nipônicas. Conforme já mencionado, todos os elementos estão presentes: batalhas épicas, demonologia própria e um mundo à beira do completo colapso. Interessado? Então fique de olho: Last Rebellion deve dar as caras — exclusivamente no PS3 — no próximo dia 23. Aguarde novidades aqui no blog do video game brasil.

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