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sábado, 16 de janeiro de 2010

Mario Kart Wii


Mario Kart Wii marca a estréia do jogo de kart mais maluco no console de nova geração da Nintendo, o Wii. Estrelando novamente toda a turma do bigodudo mais carismático do mundo dos videogames, a série pretende alcançar vôos mais audazes ao permitir competições online!

Partindo do conceito que um número maior de jogadores resulta em mais diversão, o jogo apimenta a fórmula da franquia, destinada a entreter os jogadores com corridas insanas, as quais são ainda mais divertidas quando jogadas em multiplayer. Vale ressaltar que o modo de batalha também tem presença garantida.

Em Mario Kart, você deve pisar fundo para chegar em primeiro lugar, além de coletar itens indispensáveis para garantir a sobrevivência e sucesso nos circuitos. Tais objetos ― como cascas de bananas, cogumelos e cascos de tartaruga ― são capazes de detonar os adversários ou também protegê-lo de armadilhas ou ataques.

Toda a turma do universo Mario está de volta, mas agora com gráficos mais trabalhados, pistas novas e um atrativo exclusivo que acompanha o jogo: o wiiwheel, um volante no qual é acoplado o controle wiimote. O uso deste acessório promete tornar o jogo mais acessível para qualquer nível de jogador, levando o clássico consagrado a outros patamares.

(WII)

GRAFICO 8,4
SOM 8,4
HISTORIA 9,0
JOGABILIDADE 9,0

VIDEO


Super Mario Galaxy é um jogo de plataforma, exclusivo para o Nintendo Wii, que leva a maior estrela pop dos videogames, Mario, a se aventurar no espaço sideral. Desta vez, a princesa foi capturada por alienígenas, portanto o bigodudo mais querido dos games terá de explorar toda a galáxia para salvá-la.

Não é à toa que uma franquia como Super Mario se mantém no topo até hoje. Com mais de 184 milhões de cópias vendidas, os jogos de Mario já percorreram vários consoles da Big N, totalizando mais de 50 títulos. Logo, não era de se esperar que o personagem mais idolatrado dos videogames se aventurasse em vários estilos de jogo: RPG, gincana, futebol, tênis, golfe, luta etc.

Contudo, o forte do bigodudo sempre foi os jogos de plataforma, no qual inovou a cada título lançado. Assim como em Super Mario 64 (primeiro jogo de plataforma 3D), Galaxy veio para renovar no quesito jogabilidade, transportando o personagem para um mundo onde o vácuo e a gravidade interferem no modo de jogar, subindo um novo degrau na série através dos movimentos realizados pelos controles Wiimote e Nunchuk.

Agora, é possível saltar entre astros, andar de ponta-cabeça nos corpos celestes, pegar carona na velocidade constante da inércia e enfrentar obstáculos muito desafiadores. Com gráficos bem desenhados, Galaxy promete explorar um pouco mais do poder visual que o console pode oferecer, portanto é aguardado ansiosamente por toda a comunidade “nintendista”.

O áudio também merece ser destacado, visto que as interjeições e músicas apresentadas nos vídeos de demonstração à primeira vista causam um ótimo impacto. Enfim, Super Mario Galaxy é uma superprodução e tem tudo para estourar.


(WII)

GRAFICO 9,4
SOM 9.1
HISTORIA 9,0
JOGABILIDADE 9,0

VIDEO

Próximo capítulo de DJ Hero está a caminho!

O sucesso de DJ Hero foi um tanto quanto inesperado pela crítica, que não sabia ao certo se o novo periférico agradaria. Mas após ter suas dúvidas obliteradas, a indústria agora recebe o anúncio de uma sequência ao game de música eletrônica da Activision: DJ Hero 2 está a caminho. A grande pergunta na mente de todos é a validade de um anúncio tão pouco tempo após o lançamento do primeiro game da série, já que este vendeu pouco, embora tenho sido bem recebido pela crítica.

O anúncio foi feito na MIDEM, Marché International du Disque et de l’Edition Musicale (francês para Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical), a maior feira mundial da indústria da música — realizada todos os anos em Cannes, na França, desde 1967. Embora o nome DJ Hero 2 não tenha sido dito, um press release revelou um concurso para músicos que podem ter sua faixa exposta em um futuro título da série.

Não é a primeira vez que informações neste sentido aparecem, pois há algumas semanas já existiam comentários de artistas que afirmavam estar trabalhando no próximo jogo da franquia, mas esta é a primeira vez que ouvimos informações oficiais a respeito. Agora fica a dúvida se a estratégia de da Activision é convencer o público da validade da premissa de DJ Hero ou se espera que o sucesso do estilo aumente gradativamente antes de futuros lançamentos.

Ezio não larga o osso e retornará no próximo Assassin's Creed!

Recentemente, a Ubisoft anunciou que existem DLCs programados para Assassin's Creed 2. No entanto, um outro anúncio também chacoalhou os fãs da franquia: o de que haverá, já no próximo ano fiscal da empresa (de abril de 2010 a março de 2011), o lançamento de um novo game da série. Não foi dito se será Assassin’s Creed 3 ou algo paralelo, mas o fato é que se trata de um jogo completo.

A novidade é que o protagonista será o mesmo! Exatamente, Ezio Auditore da Firenze retornará em mais um título — mas o cenário não será necessariamente o mesmo. Para a temática, declarações anteriores por parte da equipe de desenvolvimento expunham uma indecisão a respeito, mas revelavam que locações como o Japão feudal e a Europa medieval estavam sendo considerados.

Com relação à história, ela será uma continuação daquela vista em Assassin’s Creed 2, já que o personagem principal continua sendo Ezio. Maiores detalhes não foram divulgados, mas já sabemos de uma característica excepcional que estará presente neste novo capítulo da franquia: multiplayer. Ao que tudo indica, este será online, mas devemos aguardar por mais informações antes de tirar qualquer conclusão.

Novo Sonic é real e promete um retorno às raízes!

Se vocês acompanharam de perto as notícias trazidas durante o ano passado pela Equipe do Baixaki Jogos, certamente se depararam com a afirmação de que a SEGA estaria desenvolvendo um novoSonic, sob o codinome “Needlemouse”, inteiramente em 2D.

Na sequência, tivemos o lançamento de um trailer — que mais tarde foi revelado ter sido produzido por uma companhia que não tinha absolutamente nenhuma informação sobre o projeto —, uma verdadeira blitz de marketing viral da companhia (que aproveitou serviços como Twitter e Facebook) e a contagem regressiva, iniciada no começo da semana. http://www.youtube.com/watch?v=lxwdVwtbnHM&feature=player_embedded

Sonic está de volta!

Felizmente, depois de tanta expectativa gerada, hoje a SEGA revelou por meio de seu blog que o projeto é definitivamente real e será focado exclusivamente em Sonic!

Todos os nomes dos demais personagens foram riscados ao longo dos dias. Isso significa que não teremos nada de “amiguinhos coloridos e desconhecidos”, de espadas, de transformações em lobisomem ou de humanos permeando os cenários.

A empresa afirma que este projeto é uma quebra na tendência que perdurou pelos anos e reflexo dos milhares de pedidos por um jogo similar aos originais lançados para Mega-Drive. Infelizmente, a única novidade real publicada foi a arte conceitual do caranguejo (Badnik), que incomodava os jogadores no primeiro Sonic.

Seguindo a dica da SEGA de que este desenho revela muito do espírito e da direção que eles estão tomando com o projeto Needlemouse, podemos esperar realmente por uma releitura do clássico. Depois de tantos anos vendo lançamentos de jogos do Sonic que fugiram dos conceitos que o tornaram um sucesso, esta é sem dúvidas uma ótima notícia. Fiquem ligados para mais detalhes!

Split/Second será lançado somente em maio.

A produção da Black Rock Studios, Split/Second, tinha data de lançamento prevista para o dia 26 de março, ao lado de grandes feras como God of War III, Final Fantasy XIII, Command & Conquer 4e Metro 2033. Entretanto, a Disney recentemente se manifestou, afirmando que o lançamento foi “empurrado” para maio.

No game você assume o papel de um piloto capaz de realizar manobras radicais e de derrubar estruturas e construções inteiras para impedir a passagem de seus oponentes. Entra em cena também o sistema de caminhos e rotas alternativas, que será muito interessante para quem adora variedade nos jogos.

Seria esta uma manobra para evitar o congestionamento causado pelos titãs de março, um atraso em decorrência de problemas no desenvolvimento ou uma decisão puramente estratégica?

Site oficial revela personagens de novo game da SEGA

Esta semana a SEGA está realmente incendiando o mundo dos jogos e a mídia com os seus “teasers” e informações. Depois do anúncio a respeito puramente de Sonic e o projeto Needlemouse, é hora de nós visitarmos também o mundo de Sonic & Sega All-Stars Racing, que ganhou inclusive um site oficial.

Fuçando todos os cantos

Nesta página, há uma aba que será lançada em breve, a qual abordará quais são os seus personagens. Não demorou muito para que os fãs começassem a “fuçar” no código fonte da página, descobrindo arquivos e links ocultos.

Um deles levou para a página de personagens pronta, que contém as silhuetas dos personagens remanescentes. O primeiro deles é Opa Opa, de Phantasy Zone. O segundo é Akira, de Virtua Fighter. Depois deles temos Jacky Bryant e Bonanza Bros. Pelo visto, diversidade é o que não faltará neste jogo!

Fãs abrem petição online pedindo Counter-Strike 2.

Você curte jogar Counter-Strike e espera por uma continuação da série de tiro em primeira pessoa? Então aproveite e corra pra o Facebook, pois Sam England — um dos fãs e jogador assíduo — acabou de criar um grupo especial no serviço online, com direito a petição virtual para que a Valve se dedique à criação de um “Counter-Strike 2”.

Sam England se mostrou muito animado em entrevista, dizendo que tem certeza de que se as pessoas virem o grupo e participarem serão capazes de fazer história. O número de participantes até o momento é modesto, chegando à marca de 300 pessoas.

De qualquer forma, uma grande atualização para o game seria mais do que bem-vinda, afinal de contas a idade está chegando e a parte visual começa a ficar defasada. Mas e você, vai participar ou não está nem aí para CS?

NOVIDADE DE Dark Void

Ataque seus inimigos pelo alto e por baixo. A mistura peculiar de ação em terceira pessoa e combate aéreo deve ser suficiente para garantir alguma notoriedade ao novo projeto da Airtight Games. Alia-se a isso uma história interessante (que bebe de fontes prolíferas como a do gênero Steampunk) e nomes de peso como os da Capcom e do ator Brad Pitt — cuja produtora deve trabalhar na adaptação cinematográfica do jogo — e você tem um jogo que promete abrir o ano em alto estilo.

Depois de um longo e conturbado período de desenvolvimento — o jogo foi adiado várias vezes — parece que Dark Void finalmente decolou e deve mostrar algumas de suas acrobacias em janeiro de 2010. Recentemente tivemos um breve aperitivo com a versão demonstrativa lançada para o Xbox 360 e PS3 e agora é a vez da edição para os computadores. http://www.youtube.com/watch?v=xnuTpuAMrfw&feature=player_embedded

No ar e na terra

A DEMO de Dark Void para os computadores é igual à versão lançado para os consoles caseiros. O objetivo é mostra a jogabilidade, apresentado detalhes do sistema de combate aéreo e no solo. A trama não é muito explorada e a única sequência de animação presente apenas introduz o herói, William Augustus Grey (vulgarmente conhecido como Will), conforme ele veste o afamado jetpack pela primeira vez.

O desventurado piloto de cargas preso no Void se deixa levar pela fascinante tecnologia dos Watchers, convertida pelos humanos, mas precisamente pelo famoso cientista croata Nikola Tesla — um personagem real cuja vida foi tão fantástica quanto à ficção — equipando assim o jetpack (uma mochila com turbinas a jato).

Ih, acho que bugou essa parada!Sendo o único com coragem e habilidade suficiente para dominar o aparato, Will, que apenas buscava um caminho de volta para casa é jogado nas linhas de batalha contra a ameaça robótica dos Watchers.

Redomão

Como teste das suas habilidades de vôo, você deverá destruir uma série de torres de vigilância dos Watchers. Os alvos estão agrupados e oferecem uma boa oportunidade para treinar sua mira, permitindo inclusive que você elimine todos em uma só passagem (caso programe bem a sua rota).

No entanto a jogabilidade no PC é muito mais “instável” do que nos consoles. A dinâmica de vôo baseada no uso dos manches analógicos dos controladores do Xbox 360 e PS3 é extremamente adequada para a situação, algo que não pode ser dito do uso do teclado e mouse.

Enquanto o teclado assume uma configuração já familiar aos usuários (com a movimentação atrelada as teclas W, A, D e S), o uso do mouse para controlar o vôo é pouco confortável e altamente instável. Você terá alguns problemas para manobrar Will pelos céus do Void. A dica é encontrar um nível de sensitividade adequado na tela de configuração dos controles (quanto mais sensível mais manobrável se torna o personagem).

De volta à ação, assim que as torres forem destruídas, uma horda de aeronaves Watchers será enviada para interceptar o piloto audaz. Pequenas, rápidas e ágeis, essas naves equiparam-se ao jetpack no quesito mobilidade, deixando a briga parelha.

Para ganhar alguma vantagem, você deve navegar rapidamente através dos corredores de rocha que compõem a paisagem do Void, enquanto utiliza-se das manobras evasivas especiais do jetpack (giros para os lados, loops e viradas de 180°).

Esta habilidade permite que você manobre em qualquer direção a qualquer momento. Outro trunfo do equipamento é a possibilidade de pairar, conferindo maior estabilidade para mirar e eliminar seus alvos. Além disso, Will também pode abordar essas naves. Ao chegar perto o suficiente dos oponentes você pode pressionar a tecla E, para interagir com os objetos.

Posso pegar uma carona ai mano!Em combate essa opção serve como ataque, no caso de um duelo aéreo o jogador irá subir na nave inimiga, ativando um mini-game para destruir o piloto e assumir o controle da aeronave. No solo a dinâmica é similar, mas a interação limita-se a socos e chutes.

A DEMO para os computadores tem a mesma duração que a versão para os consoles. Derrotadas as naves você passa para a parte final da demonstração, esta voltada para o combate no solo. Com o rifle na mão e o jetpack desligado você deve derrotar alguns inimigos e destruir o painel de controle de um campo de força que prende seus colegas rebeldes.

Dark Void deve abrir o ano com chave de ouro, o título está agendado para o dia 22 de janeiro de 2010 e deve agradar aos fãs do gênero

Profissional moderno! Conheça as várias profissões que preenchem a carteira de trabalho do Super Mario.

No Brasil a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) é um dos muitos documentos necessários para que uma pessoa possa exercer qualquer tipo de serviço profissional de forma legalizada — registrando, esclarecer e comprovando uma sorte de dados sobre a vida profissional do trabalhador.

Instituída e regulamentada em 1932, a CTPS é a garantia de alguns direitos trabalhistas como o seguro-desemprego, fundo de garantia (FGTS) e integração social (PIS). Assim, todo e qualquer empregador legal deve registrar o profissional em carteira para que este possa ser enquadrado dentro das leis trabalhistas.

Mas o que tudo isso tem a ver com video games? Nada, a não ser que você seja um daqueles profissionais modernos, multi-talentosos capazes de exercer as mais variadas funções, recheando carteiras de trabalho como se fossem páginas de um diário, como um certo encanador italiano.

Isso mesmo, você já deve ter entendido, o bom e velho Mario já mostrou que domina mais de uma habilidade laboral, ele troca de jalecos e ferramentas de tempos em tempos — culpa do mercado competitivo, dominado por tartarugas, monstros e cogumelos. http://www.youtube.com/watch?v=pYTL2r-hrzo&feature=player_embedded#

Operário padrão

Trabalhador modelo da construção civil

Notoriamente conhecido pelas suas habilidades como encanador, o bigodudo Mario já exerceu várias profissões diferentes dentro do campo da construção civil. Além de cuidar do encanamento ele também faz fiações elétricas, demolição, fabricação de cimento e marcenaria.

Essa vida de encanador não é fácil não!Ao contrário do que muitos pensam, em sua primeira aparição nos video games — ainda como Jumpman, em Donkey Kong — Mario não é apresentado como um encanador, mas sim como um carpinteiro. Já no execrável Mario Hotel, lançado em 1994 para o CD-i, o rapaz tem que fazer às vezes de eletricista quando o Roy's HardBrick Hotel começa a apresentar problemas na sua fiação — causados pelo excesso de torradeiras (?!).

O italiano ainda aventurou-se em uma fábrica de cimento — na realidade ele era uma espécie de inspetor de segurança, já que evitava acidentes dentro da fábrica — em uma dos 59 Game & Watch (mini-games portáteis lançados pela Nintendo entre 1980 e 1991).

Em Wrecking Crew, o primeiro jogo original do Mario lançado para o saudoso Famicom (nos idos de 1985), Mario assume o papel de uma equipe de demolição inteira, derrubando paredes e destruindo blocos de concreto — enquanto enfrenta os tradicionais inimigos da série e um capataz muito abusado.

Mas sem sombra de dúvida, a profissão pela qual Mario é mais lembrado é a de encanador (apesar de alguns erroneamente referirem-se a ele como bombeiro, um erro de tradução).

Consertando esgotos (até mesmo para o Sr. Presidente, como visto na animação inspirada nos personagens) ou canos de Warp, Mario e seu irmão Luigi são discípulos do genial Salvador "Sal" Drainado (conhecido como o Duke dos Canos). Introduzido no desenho animado, The Super Mario Bros. Super Show!, Drainado é o fundador da Brooklyn Plumbers Academy, onde Mario e Luigi aprenderem tudo sobra encanamentos.

Autônomo

O homem da renascença


Deixando de lado as picaretas, martelos, marretas e outras ferramentas pesadas, Mario passou a dedicar-se a outras áreas de atuação. Como autônomo ele não precisava mais bater cartão e pode explorar outras paixões.

Começando pela sua carreira acadêmica devemos destacar a sua aptidão para o magistério. Na série de jogos do Super Nintendo, Mario's Early Years!, o baixinho bigodudo passou a lecionar para crianças. Ao todo foram três cursos: Fun with Letters (afabetização), Fun with Numbers (matemática) e Preschool Fun (aptidões básicas). Em classes mais avançadas Mario ensinou datilografia (Mario Teaches Typing), música e arte (ambas em Mario Paint, para o SNES).

Engole tudinho sem fazer careta!Depois de abandonar a carreira de professor Mario resolveu explorar o mundo como arqueólogo, procurando por relíquias e outros artefatos interessantes em Mario’s Picross (par ao Game Boy e SNES). Neste ínterim ele ainda tirou tempo para aprender malabares, mas aparentemente o Reino dos Cogumelos não permite apresentações em semáforos e a curta carreira de Mario como malabarista ficou restrita a Mario the Juggler — o último Game & Watch feito pela Nintendo.

Cansado de trabalhar e não ganhar dinheiro, Mario parte para o mundo dos negócios, abrindo uma pequena empresa. Seu carisma e tino para os negócios fizeram de sua fábrica de brinquedos um sucesso em todo o Reio dos Cogumelos, como visto em Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis.

Tendo explorado suas paixões artísticas e financeiras, Mario resolveu explorar sua veia humanitária, abraçando uma bem sucedida carreira médica. Em Dr. Mario a criação de Myiamoto sentiu-se totalmente à vontade com o jaleco branco e pílulas de megavitamina, combatendo ataques virais e mantendo-se fiel ao juramento de Hipócrates.

Atleta

No mundo dos esportes


Outro campo muito explorado por Mario (e toda a sua turma) é o dos esportes. Como atleta profissional o bigodudo já alcançou a fama nas mais diversas modalidades desportivas.
Tênis, golfe,basquete, futebol, beisebol, hóquei no gelo snowboard, luta, automobilismo e até mesmo Air Race (corrida de aviões), essas são apenas algumas amostras do empenho atlético de Mario. E não podemos nos esquecer das suas empreitadas como árbitro de boxe (Punch Out!) e Tênis (Tennis do NES).Boleiro

Tamanha a sua aplicação que não era de se estranhar que ele alcançasse o nível olímpico. Classificado em vários eventos dasOlimpíadas (de verão e inverno), Mario dá um show mostrando toda a sua versatilidade, competindo pelo ouro nas pistas de atletismo, nas piscinas, na neve, no gelo e assim por diante.

Mas é como piloto de kart que ele realmente se destaca. Ao contrário da maioria dos pilotos que inicia sua carreira automobilística nos carrinhos e depois avança para modalidades mais robustas, Mario mantêm-se fiel a categoria dando shows de pilotagem a cada volte de Mario Kart.

Não é à toa que ele e seu irmão Luigi são considerados superstars (Mario & Luigi: Superstar Saga).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010


New Super Mario Bros. Wii é um game de plataforma que busca trazer de volta ao console atual da Nintendo a sensação tradicional de Super Mario Bros. Mas não se trata de uma adaptação do NES para o Wii, pois o jogo foi construído para proporcionar uma experiência multiplayer diferenciada, na forma de quatro jogadores que participam da ação ao mesmo tempo!

A interação entre os participantes é elemento essencial deste título, já que é possível derrotar inimigos arremessando os amigos em cima deles ou carregar um parceiro de um ponto a outro. Mas ajudar não é a única possibilidade – caso um fominha esteja pegando todas as moedas, jogue-o no abismo!

Alguns power-ups de outros títulos da franquia como a flor de fogo retornam, enquanto novos são adicionados: um capacete com hélice que permite ao personagem voar; e uma fantasia de pinguim que faz com que ele arremesse bolas de neve e deslize no gelo. Certamente uma excelente pedida para os fãs do bigodudo que aguardavam há tempos uma real experiência de plataforma!

(WII)
GRAFICO 9,2
SOM 8,5
HISTORIA 9,0
JOGABILIDADE 9,1

VIDEO

Sin and Punishment 2


Sin and Punishment 2 é a sequência ao jogo de mesmo nome lançado somente no mercado asiático em 2000, para o N64 – e relançado através do Virtual Console no Wii, em 2007. Um “rail shooter”, ou seja, game em que o progresso através do cenário é automático e o jogador deve apenas lidar com obstáculos e inimigos enquanto navega pela fase.

Devido ao grande sucesso do título original da série quando de sua disponibilização no Wii, a sequência desta vez será desenvolvida especificamente para a plataforma, de forma a se beneficiar inteiramente da grande variedade de controles disponíveis no sistema da Nintendo.

A quantidade e o tamanho dos oponentes no título é bastante considerável, o que contribui para um aspecto grandioso. A jogabilidade é bem diversificada e é possível alternar entre o modo manual e o automático de mira de forma fácil. De modo geral, é um jogo que visa agradar ao público competitivo, que se sente um tanto quanto esquecido no que diz respeito aos games disponíveis no Wii.

(WII)

GRAFICO 6,7
SOM 7,3
HSITORIA 6,1
JOGABILIDADE 5,4

VIDEO

Super Smash Bros. Brawl


Brawl é o terceiro título da série de luta 3D Super Smash Bros., a qual se tornou famosa por colocar, numa mesma arena, protagonistas de grandes franquias da Nintendo. Nessa seqüência, a grande novidade é a chegada de Solid Snake para a batalha, principalmente, porque o personagem vem de outra distribuidora, a Konami.

O protagonista da mítica série de ação e espionagem tática Metal Gear Solid estréia em Super Smash Bros. Brawl, assim como Pit (herói de Kid Icarus), Zero Suit Samus (como o retorno de Samus Aran de Metroid: Zero Mission), Wario (o antagonista de Mario, com seu super poder gastrointestinal atômico) e Meta Knight (rival do protagonista da sérieKirby). O jogo ainda conta com a presença dos personagens que sempre estiveram na série, como Fox McCloud, Kirby, Link, Pikachu e o mascote da Nintendo, Mario; todos têm novos movimentos e combos à disposição dos jogadores.

Outra inovação da série é a introdução de um novo item que só pode ser usado uma vez a cada partida: o Smash Ball, que dá energia para que o jogador realize um golpe devastador, o qual se constitui em um ataque específico para cada personagem.

A chegada de um herói inesperado e os novos golpes e combos de cada personagem fazem de Super Smash Bros. Brawl um jogo divertido e imperdível para os fãs de franquias da Nintendo e, agora, também para os fãs de Metal Gear Solid.

(wii)

grafico 9,1
som 8,2
historia 7,4
jogabilidade 9,0

video

Tatsunoko vs. Capcom: Ultimate All-Stars


atsunoko vs Capcom: Cross Generation of Heroes segue a linha das fusões protagonizadas pela Capcom, como Marvel vs Capcom e Capcom vs SNK. Sendo o sétimo título nessa linha, o jogo dessa vez mescla o universo de Ryu e Cia. com a gigante japonesa de animes Tatsunoko, conhecida por séries como Speed Racer e Science Ninja Team Gatchaman.

Qualquer um que tenha tido algum contato com Marvel vs Capcom ou Capcom vs SNK vai reconhecer prontamente o estilo, tanto esteticamente como estrategicamente. Por parte desta última, vale colocar as lutas em duplas. Você vai escolher dois personagens, sendo que um deles sempre ficará como uma espécie de auxiliar.

Os personagens podem ser permutados a qualquer momento, inclusive quando se estiver no meio de um salto. Além disso, um especial pode ganhar uma “forcinha” extra na forma de outro especial, este vindo do personagem auxiliar. Entretanto, lutar em duplas só será possível para os personagens de tamanho médio. Gigantes como Gold Lightan e PTX-40A vão ter que se virar sozinhos mesmo.

O versão para o Wii ainda se enquadra perfeitamente na política familiar da Nintendo, trazendo uma série de minigames para até quatro participantes. Envolvendo ações como atingir algo com um hadouken ou esculpir uma estátua com o lightning kick da Chun-Li, esses objetivos, em última análise, vão demandar ações como apertar um botão o mais rápido possível ou ainda chacoalhar o Wii-Remote freneticamente quando um timer atingir o seu limite.

(wii)

grafico 9,1
som 8,9
historia 8,3
jogabilidade 9,0

video

maior grande erro de jogo

olha video game brasil! tudo na paz pessoal?, olha eu vou moustra esse video aqui de jogo de pc, como um cara colocou um video no youtube ele tava q moustrando jogo mau feito de pc, e um jogo corriga mau gosto saber???, mas como a jogabilidade impossivel de acreticar , eh horrivel demais, nem e brincadeira nao, grafico muito ruim, as batalha de jogo com pior grafico , mas vamo ver esse video ai


valeu galera abraco a todos

Desde que foi originalmente lançado para o saudoso Game Cube em 2006, Clash of Ninja tem conquistado uma verdadeira legião de fãs, normalmente por trazer uma jogabilidade adequada, sem excessos desnecessários de complexidade. Clash of Ninja Revolution 3 não só representa mais um salto qualitativo na franquia, como ainda traz em um único título o que de melhor se podia encontrar nas versões anteriores.

Dessa forma, entram em cena ao mesmo tempo a clássica mecânica do jogo original para Game Cube, mas também os conteúdos extras das versões japonesas, e algumas pequenas alterações na jogabilidade que tornam as batalhas ao mesmo tempo acessíveis e sem limites táticos — quer dizer, qualquer um pode colher algum resultado, mas um mestre deveria atentar para os pormenores da jogabilidade diferenciada.

Clash of Ninja Revolution 3 reconta a trama do primeiro arco de histórias da fase Shippuden, no qual você deve resgatar Gaara das mãos da famigerada Akatsuki. A fim de contar em mais detalhes a trama, o jogo ainda inclui animações inéditas e um novo modo história. Entre os novos personagens, aparece a mestre dos títeres Chiyo. Como a personagem manípula marionetes, as suas únicas habilidades ofensivas vem exatamente dos seus bonecos.

Mas a jogabilidade de forma geral também parece ter passado por uma revisão. Você poderá agora utilizar assistências no modo “tag-team”, fazendo com que o seu lutador reserva apareça rapidamente para ajudar com um combo, para em seguida sair de cena. Também foram incluídos arremessos específicos para cada personagem, e também será possível ajustar diversas variáveis da luta antes do embate começar.

(WII)

GRAFICO 7,0
SOM 8,1
HISTORIA 8,2
JOGABILIDADE 7,0
VIDEO

VER O VIDEO AQUI

Revelado novo personagem de Tatsunoko Vs Capcom.

Parece que Tatsunoko vs. Capcom tem um novo personagem. Trata-se de Ai-Chan, personagem de desenho animado dos anos 70 “Yatterman” — namorada do personagem principal, Gan-Chan. Sim, por isso Yatterman-2. Confira o vídeo abaixo.


http://www.youtube.com/watch?v=wMquzQhlsk8&feature=player_embedded

No mais, a Capcom ainda prometeu em um evento recente que, além dos personagens já anunciados para a versão americana do game, estão incluídos ainda personagens secretos. Também são previstos diversos minigames, embora maiores detalhes ainda estejam naquela clássica penumbra dos games. Aguarde novidades.

NOVO JOGO DE POKEMON

Tracks of Light é a nova edição da série Pokémon Ranger.

Ukelele PichuA próxima edição da revista japonesa CoroCoro deve revelar novos detalhes de Pokémon Ranger: Tracks of Light, mais uma edição da franquia exclusiva para o Nintendo DS.

O jogo deve se passar em Oblivia, um arquipélago repleto de ruínas. Os vilões da vez são os Pokémon-nappers (uma gangue especializada em roubar Pokémons). O protagonista é um garoto chamado, Red Eye, que possui um Pichu chamado "Ukulele Pichu".

Pokémon Ranger: Tracks of Light está agendado para o dia 6 de março, no Japão, e contará com uma missão especial que será disponibilizada somente neste dia. A missão consiste em capturar o Deoxys, que por sua vez poderá ser transferido para as versões Diamond, Pearl, Platinum, HeartGold eSoulSilver.

Nintendo registra a marca Wii Relax.

Para quem andava se perguntando onde, afinal, a Nintendo poderia utilizar o seu singular Wii Vitality Sensor — um aparato capaz de registrar os batimentos cardíacos do jogador —, eis uma luz: a Nintendo recentemente registrou (em três regiões distintas!) a marca “Wii Relax”. Embora nenhuma informação oficial tenha brotado até o momento, trechos do tedioso texto da patente dão indícios do que, afinal, pode ser o Wii Relax.

Embora a ligação com o Wii Vitality Sensor seja quase óbvia — afinal, que outro dispositivo lançado para video games até hoje seria capaz de, digamos, medir o relaxamento de alguém —, o seguinte trecho consta no texto da patente: “[suporte a] partes e acessórios de aparatos de video game, incluindo aqueles com funções de medição”.

Enfim, uma possível serventia para o mais novo aparato da Nintendo

Mas não foi apenas o Wii Vitality Sensor que entrou na dança da nova patente. O seguinte trecho consta também no mesmo tesxto: “provendo interconexões entre aparelhos de jogo portáteis com tela de cristal líquido e comunicação wireless”. Sim, trata-se do bom e velho campeão de vendas, o DS.

É claro que as reais funcionalidades do misterioso “Wii Relax” ainda permanecem um mistério. Seria algo parecido com o eu foi demonstrado para o Wii Vitality Sensor durante a última E3? Algo completamente diferente, e que fará você executar movimentos profundamente constrangedores — o que é mais a cara da Nintendo? Ou ainda: será mesmo lançado algo com o nome Wii Relax?

Afinal, até agora é só uma patente — basta lembrar do assento de cavalo patenteado pela Big N há alguns meses. O negócio é esperar para ver que maravilha a Nintendo reserva para a sua escalada rumo a uma vida mais saudável.

Executivo da Microsoft afirma que o Xbox 360 ainda tem muito tempo de vida.

A Microsoft falou que não tem pressa alguma para desenvolver uma nova plataforma para substituir o Xbox 360. David Hufford — executivo da empresa — revelou em uma entrevista cedida durante a última CES, de que o Projeto Natal, os conteúdos exclusivos e novos softwares de aprimoramento do console devem prolongar a vida do Xbox 360 por um bom tempo.

Na cara!“Acredito que é importante ressaltar para os consumidores e jogadores que a o Xbox 360 ainda tem uma longa vida pela frente.”

O gerente de produto responsável pelo video game da Microsoft continuou:

“Não há necessidade para lançar outro console porque nós ainda podemos garantir muitos aperfeiçoamentos de software e hardware para o video game, um bom exemplo é o Projeto Natal. O Xbox 360 foi desenvolvido para uma longa duração e eu não acho que ainda nem chegamos à sua meia-idade.”

Namco disponibilizará campanha cooperativa para Tekken 6.

A Namco disponibilizará um patch que implementará uma campanha multiplayer cooperativo online no jogo Tekken 6. A atualização deve ir ao ar na próxima semana (provavelmente no dia 18). O sistema, que atualiza as versões do Xbox 360 e PS3, permitirá que os jogadores embarquem na Scenario Campaign de qualquer um dos lutadores disponíveis, sendo que a modalidade também contará com um ranking online.

Toma papudo.

Sony patenteia acessório de exercícios físicos para uso em jogos.

Por mais que a maioria dos jogadores e viciados de plantão não goste de admitir, a verdade é que jogos como Wii Fit — que combinam diversão, periféricos e boas doses de educação física — vêm fazendo um sucesso tremendo de vendas pelo mundo todo, superando todas as expectativas dos analistas e se mantendo no topo dos rankings por muitos meses.

É claro que as concorrentes da Nintendo perceberam o que estavam perdendo, e já começaram a se mexer para correr atrás do prejuízo. A bola da vez agora é a Sony, que registrou uma patente para um periférico bem prático, mas curioso.

Seguindo a linha Fitness

O aparato — que por ora pode ser visualizado apenas nos registros desenhados — é muito similar aos acessórios de pressão vendidos pelas lojas de musculação, tendo duas alças fixadas a um eixo, o que garante a mobilidade das partes em direção ao centro, mediante a aplicação de pressão.

Ele é ideal, por exemplo, para exercícios com as pernas, desde que fique apoiado na parte interna da coxa.

Expandindo a realidade virtual

A patente informa que mediante a resposta obtida por meio da pressão exercida sobre o acessório, o jogador se deparará com uma interação completa com os cenários, de modo que ele tenha que fazer certa quantidade de esforço para poder progredir.

A empresa ainda não comentou nada a respeito de quais plataformas o receberão ou de uma previsão de lançamento, mas podemos imaginar que o PlayStation 3 seja o principal alvo... O jeito é malhar pessoal!

novidade

Indústria de jogos eletrônicos: Game Designer.

Após muitos pedidos — muitos mesmo, vários usuários do Baixaki Jogos me mandaram mensagens pedindo maiores informações sobre a carreira de Game Designer — resolvemos explorar um pouco mais deste mundo que desperta curiosidade em qualquer jogador de video game: a indústria de produção de jogos eletrônicos.

Como já foi dito inúmeras vezes, este é um trabalho sério, que requer muito mais do que uma vontade de jogar — na verdade, embora seja excelente que alguém ame o que faz, não é necessário passar horas por dia na frente do PC ou da TV para trabalhar com isso. Portanto, decidimos passar a você, leitor, um pouco mais de informações sobre esta carreira, explorando as áreas de atuação e a formação de profissionais em território nacional.

Não pretendemos criar uma enciclopédia compreensiva de tudo o que engloba o universo de Game Design, ou teríamos em mãos uma tese de mestrado, mas esperamos que este singelo artigo sirva para clarear um pouco a mente a respeito dos fatos e dos mitos que cercam esta profissão. Afinal de contas, todo fã de video games já pensou algum dia em como seria trabalhar com isso.

O título da matéria é bastante genérico propositalmente: se houver uma boa resposta com relação a este primeiro texto, quem sabe não fazemos o mesmo para outras profissões da indústria. Até mesmo por isso, o que você lerá abaixo será bastante introdutório, não somente com relação a esta carreira específica mas à indústria de jogos como um todo.

Mas chega de explicações, confira abaixo o que nós reunimos de informação sobre uma das mais divertidas profissões do mundo!

Desenvolvimento de jogos

Desde o início

Quem inventou o primeiro jogo da história? Ninguém sabe. Afinal de contas, o conceito de entretenimento é extremamente difuso, e pode ser tão antigo quanto a própria humanidade — quem pode afirmar com exatidão quando surgiram os jogos de tabuleiro? Ou mesmo os dados? Mesmo atividades mais simples, como o cabo-de-guerra, podem ser consideradas jogos, já que o objetivo é o divertimento e a competição.

É uma área tão complexa e profunda que existem antropólogos, historiadores e vários outros profissionais que estudam exclusivamente este tipo de atividade. No entanto, eles geralmente estão restritos a outros países, já que no Brasil nós temos um grande problema com o termo “jogo”.

Preconceito histórico

Em nosso país, o termo “jogo” geralmente representava duas coisas: brincadeiras de crianças ou jogos de azar. Embora jogos não precisem contar com sorte, podendo basear-se em estratégia ou habilidade, por alguma razão o povo brasileiro aprendeu a relacionar o termo jogo com um vício ruim — em geral um em que a pessoa perdia dinheiro.

Para que jogos fossem aceitos como algo válido, eles deviam ser relacionados primariamente a outras categorias, principalmente a de esportes: futebol, basquete, tênis e várias outras modalidades são, no fundo, jogos — afinal de contas, são atividades com objetivo recreativo que possuem regras definidas e envolvem competição.

Assim, raríssimos foram os indivíduos que apostaram em qualquer tipo de atividade nesta área que não fosse voltada a um desses dois públicos. Isto pode ser visto claramente na existência de regulamentações pesadas sobre jogos como o bingo, o jogo do bicho e afins; e também no foco majoritário de jogos de tabuleiro e cartas no público infantil, considerando que as crianças são os interessados nisso. Quem é que nunca ouviu alguém dizer que jogar é coisa de criança ou viciado?

Por causa disso, o mercado de jogos no Brasil proliferou apenas nas últimas décadas do século XX, quando se tornou tão grande e parte da cultura popular em outros países que ficou impossível ignorá-lo em território nacional. Além disso, novas modalidades de jogo continuaram a fazer sucesso conforme as crianças que as jogavam iam crescendo — e continuavam gostando delas.

De jogos para games

Os jogos eletrônicos surgiram nesta mesma época, mas mesmo eles eram considerados diversão para o público infanto-juvenil, indo no máximo até os jovens de faculdade. Algo que persistiu no país até o início dos anos 90, quando a coisa toda começou a mudar e os títulos com mentalidade mais adulta começaram a aparecer.

O termo video games consolidou-se como o nome desta nova forma de entretenimento, superando a expressão “jogos eletrônicos” por larga margem. Consequentemente, quando os jogos mais maduros começaram a surgir no mercado, o termo foi abreviado simplesmente para “games” para denotar uma área do entretenimento que fosse diferente do conceito tradicional de “jogo” — algo infantil ou de azar.

Game Designer

De inventor a criador de jogos

Com todo esta base histórica em mente, podemos entender porque demorou tanto tempo — e ainda hoje temos um longo caminho a trilhar — para o Brasil entrar na dança e começar a formar seus próprios criadores de jogos. Ou games, como preferir. Fato é que não era incomum chamar as pessoas que tinham ideias para novos jogos de tabuleiro ou cartas de inventores, palavra comum no século XIX e na primeira metade do século XX para denotar pessoas que criavam conceitos inovadores em qualquer área.

O passar do tempo modificou tanto o título destas pessoas quanto sua forma de atuação. Enquanto não era incomum que alguém sozinho comandasse todas as fases de criação de um jogo, a crescente complexidade demandada por eles — especialmente pelos jogos eletrônicos, que evoluem absurdamente rápido — fez com que a especialização fosse absolutamente necessária. O vídeo abaixo é uma explicação do que a Electronic Arts espera de um bom profissional. http://www.youtube.com/watch?v=JvPZ8xG4LlQ&feature=player_embedded

No caso específico da indústria de video games, a função de game designer surgiu a partir da necessidade de se ter alguém que pudesse ditar o direcionamento do jogo e coordenar o que deve — e também, principalmente, o que pode — ser feito. A função é extremamente abrangente e engloba todas as áreas da produção de um game, o que faz com que o profissional deva ter um conhecimento amplo e diversificado das diferentes partes que compõem o processo.

Assim, um game designer deve entender (embora não precise ser um especialista) de arte, de narrativa, de programação, de tecnologia, de mercado, de psicologia e vários outros aspectos que influenciarão no produto final e seu apelo perante o público. Definitivamente não é uma tarefa fácil, e ele é um daqueles trabalhadores que suarão a camisa mais do que qualquer outro da equipe.

Criatividade, a característica definidora

Se existe algum traço que pode ser encontrado em todos os game designers bem sucedidos, é a criatividade. Ela é absolutamente necessária, não somente para elaborar novos conceitos e juntar ideias que tornem o game interessante, mas também para buscar soluções para os diferentes problemas e situações que aparecem durante o desenvolvimento de títulos — como adaptar algum conceito à tecnologia existente, como substituir algo que não está funcionando, que tipo de ferramenta pode ser utilizada em determinado momento.

Mas esta não é a única capacidade que um game designer deve demonstrar. Embora não exista um perfil fixo para o profissional — mesmo que existam cursos de graduação com currículo fixo, falaremos disso mais adiante — e alguém que queira trabalhar na área pode possuir qualquer tipo de “background”, algumas aptidões são mais adaptadas a esta função do que outras.

Uma delas é a de comunicação. Como o game designer é a pessoa que possui a ideia central do jogo, de como ele deve ser, é preciso que ele saiba transmitir isso à equipe com que trabalha, de forma a reproduzir da forma mais fiel possível o que está em sua cabeça. A não ser que ele seja uma pessoa extremamente versátil e competente, não conseguirá produzir o game sozinho, então precisa saber comunicar-se.

O que nos leva a outro ponto que já mencionamos no artigo anterior, trabalho em equipe. Algo que é necessário e demandado por praticamente todas as áreas do conhecimento e de trabalho atuais, mas que aqui se reflete enormemente no produto final. Se as pessoas que trabalham em um game não estiverem em harmonia, o resultado será mais fraco.

Liderança é outro ponto importantíssimo, já que o game designer estará comandando toda uma equipe que precisa ser motivada e envolvida por aquela ideia que está na cabeça de uma pessoa só — mas que deve estar na cabeça de todos conforme o projeto avança. Além disso, todos precisam apoiar o conceito, algo que um líder fraco não conseguirá fazer.

Complementação

Além destes pontos centrais, existem outros que variam de pessoa para pessoa. Uma será mais forte em programação, outra no trabalho artístico, outra na percepção do que a audiência quer, outro sabe contar histórias como ninguém. Estas características mais específicas devem ser utilizadas em todo seu potencial, mas é preciso que a equipe de desenvolvimento compense as áreas em que o game designer é mais fraco.

Isto quer dizer que se você, como game designer, não entende muito de programação, precisará de um profissional desta área bastante experiente e consistente para que possa lhe dizer o que pode e não pode ser feito, o que é melhor e o que é pior. E deve confiar nesta opinião, já que não há espaço para “achismos” e arrogância neste meio.

Brasil

Um país de... Pouquíssimas oportunidades na área

Não é nenhuma novidade que as pessoas que querem trabalhar com games (lembrando, games denotam os jogos eletrônicos) no Brasil, independente da área, possuem opções extremamente limitadas. Isto porque elas têm basicamente duas escolhas: trabalhar em uma empresa estrangeira grande e já estabelecida, mas não necessariamente fazer parte da criação, em si, de jogos eletrônicos; ou arriscar-se em empresas nacionais pequenas que possuem dificuldades imensas para conseguir investimentos e representação para seus produtos.

Fica fácil entender porque muitos escolhem a primeira opção e porque a indústria brasileira continua pequena, mesmo que o mercado consumidor continue expandindo absurdamente a cada dia. Afinal de contas, poucos estão dispostos a correr os riscos altíssimos com poucas visões de recompensas no final do caminho.

Isto não quer dizer que não existam empresas dispostas a tentar. A Abragames, Associação Brasileira de Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, representa estas empresas e tenta expandir as oportunidades e os interessados nesta área. Através do site da associação, é possível conferir os nomes das associadas e algumas informações adicionais.

Formação

No que diz respeito à capacitação de profissionais para trabalhar neste meio, a coisa fica ainda mais complicada. São pouquíssimos os cursos ofertados e eles variam enormemente. Para ter uma ideia, a última pesquisa realizada pela Abragames sobre o assunto, em 2008, já está completamente desatualizada. Vários dos cursos já foram extintos, enquanto outros surgiram ou foram modificados.

No site do MEC (Ministério da Educação), ao inserirmos a categoria de Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos, só encontramos um curso, como você pode conferir aqui. Se trata de uma graduação na Faculdade Infórium de Tecnologia, em Belo Horizonte.

Pesquisas adicionais revelam que existem inúmeros outros, desde graduação até cursos de extensão e pós-graduação. Um outro que chamou a atenção foi o da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que possui um currículo bastante diversificado. O aluno aprende desde Mitologia em Design de Games até Gestão de Negócios de Games, passando por Animação Vetorial e Tipografia Aplicada.

Em cursos mais compactos, existe um de Game Design na Universidade Positivo, em Curitiba, com três dias e 30 horas-aula de duração. Nele, o foco é mais nos conceitos essenciais de game design e nas necessidades básicas de um jogo — deixando por conta do aluno pesquisar mais profundamente a respeito de outros pontos.

O que é importante dizer é que, no momento, não há necessidade de diploma para ser um game designer. Os maiores profissionais do mundo nesta área não cursaram faculdade para isso. O que um curso de graduação nesta área oferece é um entendimento não somente da criação de games, mas também de tudo o que envolve a indústria do entretenimento e as diferentes funções e atribuições existentes dentro de uma empresa do ramo.

No final das contas, o que deve ser feito é pesquisar. Ver o que condiz mais com sua personalidade e o que você está procurando. Ir atrás de empresas e conhecê-las, ver o que ela precisa e que tipo de profissional você quer ser. Assim, pode correr atrás das coisas certas. Em última instância, é preciso entender realmente que isto é um trabalho, e que se é o que você quer fazer, deve ir atrás com vontade.