Um erro de casting.

Quem segue a série televisiva da Fox, How I Met Your Mother – Foi Assim que Aconteceu, certamente já terá ouvido a personagem Barney Stinson adjectivar as suas acções como sendo "Legendary". Ora, por norma, tais acções acabam por sair logradas e uns furos abaixo das expectativas. A Spark Unlimited acaba de lançar um Atirador na Primeira Pessoa com o mesmo título e, também aqui, qualquer expectativa cedo se transforma numa desilusão.
Vestimos a pele de Jack Deckard, um ladrão de arte profissional que é contratado para roubar a mítica Caixa de Pandora situada num museu de Nova Iorque. Se o assalto corresse conforme o planeado, Legendary arriscava-se a ser o videojogo mais curto da história, portanto, há que complicar o procedimento desde o minuto zero. O assalto corre da pior maneira possível; as criaturas mitológicas encarceradas na caixa libertam-se para aterrorizar os nova-iorquinos e, durante esta sequência de acção cliché, o braço da nossa personagem começa a sofrer uma mutação que lhe confere novas habilidades, sendo a mais importante a possibilidade de absorver energia de terceiros para regenerar a sua. Daqui em frente impera apurar o que realmente aconteceu no decorrer da operação e tentar por cobro ao mal que foi feito.
Para uma caixa tão carismática, é estranho que Pandora se esfumasse numa variedade de criaturas que pouco ultrapassa a dezena. Combater estes monstros não é muito diferente do que combater outro inimigo qualquer. A Spark Unlimited não soube dotar as criações com habilidades distintas, sendo a excepção os confrontos que temos que travar com os bosses ou, por outras palavras, as únicas criaturas que não têm um desenho sofrível. Em Legendary tudo é linear, básico e cliché. Mesmo depois de deixarmos Nova Iorque para trás e rumarmos até Londres, nunca conseguimos deixar de sentir que estamos face a um Atirador na Primeira Pessoa igual a tantos outros que são despejados para o mercado. A rotina superfície – esgotos – superfície cedo cansará quem se atrever a comprar o jogo e, muito provavelmente, chorar o dinheiro gasto.
A maior parte das criaturas parecem ter ingerido uma quantidade exagerada de Red Bull, enquanto a destreza da nossa personagem parece ter sido programada em câmara lenta. O resultado é previsível: disparar, disparar, disparar até que as balas acertem no alvo ou acabem. Todo este manancial de problemas culmina com o nosso nariz a esbarrar em paredes invisíveis ou em caixas com centímetros de altura. Falhas na programação que não parecem apresentar um grande problema na teoria, mas que na prática, frente-a-frente a golem 10 vezes maior que nós, acreditem que é motivo para nos deixar com vontade de atirar o controlador contra o televisor.
De toda esta mecânica ferrugenta e gasta, salva-se o Animus, substância que escorre das criaturas abatidas. Para além de servir de energia para nos curar as querelas, pode ser acumulada para activar certos objectos ao longo da aventura. E já que falamos na morte dos inimigos, há que salientar o facto dos mesmos parecerem desejá-la. Seja no trajecto que elegem para recuar a sua ofensiva, seja na maneira como se escondem, não faltam motivos para rir da sua estupidez e chorar pela frustração que isso desencadeia em que está a tentar levar o jogo a sério.
A réstia de paciência que sobra do modo a solo é esgotada quando levarem o jogo até à sua componente multijogador. Quatro mapas é tudo o que a Spark Unlimited tem para oferecer a quem ligar a sua consola à rede. Aqui, o modo mais interessante é aquele que coloca frente-a-frente duas equipas compostas por quatro lobisomens cada. O objectivo principal é recolher Animus e alimentar o gerador que têm na base. Ora, tal como já foi dito, a fonte de Animus é a morte de criaturas, portanto, terão que matar os inimigos para lhe recolher a substância milagrosa. Apesar de ser interessante, dada a escassez de mapas e da falta de fluidez do desenrolar das partidas, não prevemos que Legendary vá ter comunidade duradoura.
Se é um facto que Legendary assenta a sua estrutura no Unreal Engine 3, também é outro facto que o faz mal. As texturas são insípidas e aparecem, normalmente, sob a forma de pop ups grosseiros. Tal como já havia acontecido com o malogrado Turning Point, existem erros técnicos graves, criaturas (humanas ou não) com um desenho e pormenores que assustam pela sua mediocridade e uma fluidez com um soluçar quase crónico.
Do campo sonoro, salva-se a banda sonora fortemente inspirada por um rock portentoso. Um verdadeiro atirar de pérolas a porcos. A vocalização é feita sem fé nenhuma no trabalho final e os sons ambientes limitam-se a imitar guinchos e grunhidos que podem ser ouvidos no jardim zoológico mais próximo. Nunca abrimos nenhuma caixa de Pandora, porém, era expectável que criaturas daquele tamanho encarceradas há tampo tempo tivessem mais carisma que um gnu. Note-se ainda que alguns efeitos sonoras das armas são despoletados antes do tempo devido, ou seja, primeiro ouvem a explosão do disparo, posteriormente o barulho das balas a saírem do cano.
A Spark Unlimited já tinha entregue um jogo medíocre com Turning Point, agora afunda ainda mais a qualidade do produto final com Legendary. O início da narrativa tinham tudo para ser o despoletador de uma boa aventura, infelizmente, erros das mais variadas espécies afectam todos os campos que compõe o jogo. Tal como já dissemos, salva-se a banda sonora, mas para ouvir boas músicas… compra-se um CD e poupam-se uns euros valentes.
Vestimos a pele de Jack Deckard, um ladrão de arte profissional que é contratado para roubar a mítica Caixa de Pandora situada num museu de Nova Iorque. Se o assalto corresse conforme o planeado, Legendary arriscava-se a ser o videojogo mais curto da história, portanto, há que complicar o procedimento desde o minuto zero. O assalto corre da pior maneira possível; as criaturas mitológicas encarceradas na caixa libertam-se para aterrorizar os nova-iorquinos e, durante esta sequência de acção cliché, o braço da nossa personagem começa a sofrer uma mutação que lhe confere novas habilidades, sendo a mais importante a possibilidade de absorver energia de terceiros para regenerar a sua. Daqui em frente impera apurar o que realmente aconteceu no decorrer da operação e tentar por cobro ao mal que foi feito.
Para uma caixa tão carismática, é estranho que Pandora se esfumasse numa variedade de criaturas que pouco ultrapassa a dezena. Combater estes monstros não é muito diferente do que combater outro inimigo qualquer. A Spark Unlimited não soube dotar as criações com habilidades distintas, sendo a excepção os confrontos que temos que travar com os bosses ou, por outras palavras, as únicas criaturas que não têm um desenho sofrível. Em Legendary tudo é linear, básico e cliché. Mesmo depois de deixarmos Nova Iorque para trás e rumarmos até Londres, nunca conseguimos deixar de sentir que estamos face a um Atirador na Primeira Pessoa igual a tantos outros que são despejados para o mercado. A rotina superfície – esgotos – superfície cedo cansará quem se atrever a comprar o jogo e, muito provavelmente, chorar o dinheiro gasto.
A maior parte das criaturas parecem ter ingerido uma quantidade exagerada de Red Bull, enquanto a destreza da nossa personagem parece ter sido programada em câmara lenta. O resultado é previsível: disparar, disparar, disparar até que as balas acertem no alvo ou acabem. Todo este manancial de problemas culmina com o nosso nariz a esbarrar em paredes invisíveis ou em caixas com centímetros de altura. Falhas na programação que não parecem apresentar um grande problema na teoria, mas que na prática, frente-a-frente a golem 10 vezes maior que nós, acreditem que é motivo para nos deixar com vontade de atirar o controlador contra o televisor.
De toda esta mecânica ferrugenta e gasta, salva-se o Animus, substância que escorre das criaturas abatidas. Para além de servir de energia para nos curar as querelas, pode ser acumulada para activar certos objectos ao longo da aventura. E já que falamos na morte dos inimigos, há que salientar o facto dos mesmos parecerem desejá-la. Seja no trajecto que elegem para recuar a sua ofensiva, seja na maneira como se escondem, não faltam motivos para rir da sua estupidez e chorar pela frustração que isso desencadeia em que está a tentar levar o jogo a sério.
A réstia de paciência que sobra do modo a solo é esgotada quando levarem o jogo até à sua componente multijogador. Quatro mapas é tudo o que a Spark Unlimited tem para oferecer a quem ligar a sua consola à rede. Aqui, o modo mais interessante é aquele que coloca frente-a-frente duas equipas compostas por quatro lobisomens cada. O objectivo principal é recolher Animus e alimentar o gerador que têm na base. Ora, tal como já foi dito, a fonte de Animus é a morte de criaturas, portanto, terão que matar os inimigos para lhe recolher a substância milagrosa. Apesar de ser interessante, dada a escassez de mapas e da falta de fluidez do desenrolar das partidas, não prevemos que Legendary vá ter comunidade duradoura.
Se é um facto que Legendary assenta a sua estrutura no Unreal Engine 3, também é outro facto que o faz mal. As texturas são insípidas e aparecem, normalmente, sob a forma de pop ups grosseiros. Tal como já havia acontecido com o malogrado Turning Point, existem erros técnicos graves, criaturas (humanas ou não) com um desenho e pormenores que assustam pela sua mediocridade e uma fluidez com um soluçar quase crónico.
Do campo sonoro, salva-se a banda sonora fortemente inspirada por um rock portentoso. Um verdadeiro atirar de pérolas a porcos. A vocalização é feita sem fé nenhuma no trabalho final e os sons ambientes limitam-se a imitar guinchos e grunhidos que podem ser ouvidos no jardim zoológico mais próximo. Nunca abrimos nenhuma caixa de Pandora, porém, era expectável que criaturas daquele tamanho encarceradas há tampo tempo tivessem mais carisma que um gnu. Note-se ainda que alguns efeitos sonoras das armas são despoletados antes do tempo devido, ou seja, primeiro ouvem a explosão do disparo, posteriormente o barulho das balas a saírem do cano.
A Spark Unlimited já tinha entregue um jogo medíocre com Turning Point, agora afunda ainda mais a qualidade do produto final com Legendary. O início da narrativa tinham tudo para ser o despoletador de uma boa aventura, infelizmente, erros das mais variadas espécies afectam todos os campos que compõe o jogo. Tal como já dissemos, salva-se a banda sonora, mas para ouvir boas músicas… compra-se um CD e poupam-se uns euros valentes.
avaliação total
2,4
horrivel
Banda sonora

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