quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
O convite enviado à imprensa dizia que Master Chief precisava da nossa ajuda, pois os Covenant vinham aí, e mais informações seriam distribuídas em breve. O ponto escolhido para o briefing foi o Forte de Sacavém, ao qual tivemos de nos deslocar no passado dia 25 de Setembro, pelas 10 horas. O local indiciava que algo de especial se iria passar, e as aparências não desiludiram…
Mas comecemos pelo princípio. Chegámos ao Forte, depois de umas voltas à procura do local, e fomos de imediato encaminhados pela organização para uma sala onde uma meia dúzia de consolas exibiam o jogo do momento. Toda a gente experimentou Halo 3 durante mais de meia hora, ao que se seguiu uma breve demonstração do mesmo, que ficou a cargo de Sofia Tenreiro, gestora da Entertainment & Devices Division da Microsoft Portugal.
Com Sofia ao leme, fomos presenteados com uma série de vídeos da mais recente aventura de Master Chief. Intercalados com estes, fomos vendo alguns dos feitos mais notáveis de toda a história Halo, bem como dos números conseguidos pela Beta de Halo 3, a par de imagens de todo o processo de produção do jogo da Bungie. Mais para o fim, vimos ainda o que é que a Xbox 360 tem para oferecer neste final de ano, e estava assim apresentado aquele que promete ser o grande trunfo da X360 durante muito tempo.
À primeira vista, pouco mudou. O sistema de jogo mantém-se igual, sendo necessário atinar com o ritmo e pressionar os botões coloridos segundo as indicações que aparecem – a velocidades vertiginosas – no ecrã. O objectivo, para além de conseguir a pontuação mais elevada, é o de não deixar que o nosso Rock Meter entre na área vermelha. Durante as várias canções, acertar em combinações de notas específicas dá-nos Star Power que, inclinando o controlador como uma qualquer estrela de rock, multiplica a nossa pontuação por dois durante um curto período de tempo.
Com isto em mente, qualquer pessoa que já tenha jogado Guitar Hero estará à vontade com o esquema de controlo de Legends of Rock. Pelo menos até começar a avançar no jogo e dar de caras com algumas das músicas mais difíceis que já tivemos a oportunidade de experimentar. A dificuldade de Legends of Rock foi levada ao extremo e se os quatro níveis de dificuldade conseguem moldar a experiência de jogo a todos os níveis de habilidade, herói que se preze não joga em nada abaixo de Hard. A partir deste ponto, são utilizados todos os botões do controlador e os acordes aparecem em maior número e mais complexos.
Mesmo com uma experiência clássica, Legends of Rock introduz algumas novidades. A primeira prende-se com o Battle Mode, um modo competitivo em que o Star Power é substituído por Battle Power. O objectivo é "atacar" o nosso adversário e fazer com que este perca o jogo. Para o conseguirmos temos à nossa disposição uma panóplia de ataques. Podemos aumentar a dificuldade do jogo, rebentar uma corda, obrigar o oponente a usar a Whammy Bar durante uns segundos, fazê-lo falhar notas, e por aí fora. Este modo de jogo aparece também no modo carreira sob a forma de Boss Battles, em que temos de "combater" contra verdadeiras lendas do rock, como Slash ou Tom Morello. Se a ideia é interessante, a verdade é que não funciona muito bem. Guitar Hero é um jogo que precisa de toda a nossa atenção para ser jogado e olhar para o adversário para escolher a melhor altura para atacar, ou mesmo saber os ataques que ainda temos disponíveis rouba-nos preciosos segundos, podendo resultar em desastre. As Boss Battles sofrem do mesmo problema, mas têm ainda uma implicação mais nefasta, já que cortam o ritmo de jogo. Se ficarem encravados num boss, não podem progredir na carreira até o ultrapassarem, o que pode ser frustrante, em particular nos níveis de dificuldade mais elevados. Novo é também o modo carreira cooperativo, que funciona da mesma forma que o modo a solo, mas deixa que um amigo se junte à festa.
Onde Legends of Rock se distancia dos seus antecessores é na lista de músicas disponíveis. Não será um exagero afirmar que temos aqui a melhor selecção de sempre de um título da saga Guitar Hero. Músicas como Black Magic Woman, de Carlos Santana, Rock na Roll All Night, dos Kiss, Bulls on Parade, dos Rage Against The Machine, Paranoid, dos Black Sabaath, Even Flow, dos Pearl Jam, Welcome to the Jungle, dos Guns N’Roses ou mesmo a belíssima Pride and Joy de Stevie Ray Vaughan, fazem parte da lista de títulos que vão poder domar. O rol de músicas cobre tudo, desde os clássicos das décadas de 70 e 80 até aos dias de hoje, glam metal ao power metal e pisca ainda o olho aos blues e à sua influência sobre o rock moderno. É preciso frisar que para conseguirem desbloquear todas as músicas, terão de jogar o modo carreira cooperativo, já que este encerra algumas melodias exclusivas, como Suck My Kiss, dos Red Hot Chili Pepers, por exemplo.
As versões PS3, Xbox 360 e Wii têm ainda um modo online que, infelizmente, não está presente na versão PS2 testada. É também de notar que, através dos serviços Xbox Live! e PlayStation Network, será possível adquirir pacotes de músicas, o que aumenta exponencialmente a durabilidade de Legends of Rock, desde que haja carteira para isso. Até à data, este serviço não estava disponível para a versão Wii.
Em termos gráficos, Legends of Rock não foge muito daquilo a que a saga nos habituou. Se conseguirem desviar o olhar das indicações que aparecem no ecrã, poderão ver a nossa banda em plena actuação. É sempre divertido ver o nosso guitarrista emular na perfeição aquilo que fazemos na nossa própria guitarra. Os gráficos da versão PS2 sofrem um pouco aqui, quando comparados com os das versões de última geração, com personagens um pouco "quadradonas" e efeitos de luz menos conseguidos. Mesmo assim, cumprem o seu propósito na perfeição.
Guitar Hero III: Legends of Rock, é um sucessor de pleno direito de Guitar Hero II. A experiência continua tão arrebatadora como sempre, agora sustentada por uma play list impressionante e que oferece um pouco de tudo. A falta do online na versão PS2 dita a sua nota um pouco mais baixa, mas a diversão mantém-se em alta. Altamente recomendado a quem procura uma experiência de jogo diferente.
A notícia foi lançada por Mike Griffith, presidente da Activision, durante a sua intervenção na Consumer Electronics Show, e chega sensivelmente um ano depois da editora ter anunciado que a série Guitar Hero, no seu todo, havia atingido a meta dos mil milhões de dólares em vendas. Um ano depois, Guitar Hero III conseguiu-o a solo.
"Temos estado a trabalhar em conjunto com os Metallica e estamos muito entusiasmados por oferecer Death Magnetic não só na sua totalidade, mas também com as gravações exclusivas de Suicide & Redemption como conteúdo descarregável para Guitar Hero III", referiu Tim Riley, director musical da Acti-Blizz.
O tema do filme estará disponível para descarregamento já a partir da próxima quinta-feira, dia 3 de Julho, pelo que estejam atentos aos serviços online das vossas consolas caseiras. Para quem estiver interessado, a música em questão será esta. Já estavam a pensar que era Take My Breath Away...
"Não é só sobre guitarras", referiu Kotick à Conde Nast Portfolio. "Vamos incluir muitos mais periféricos e vozes", continuou. Pese embora o presidente da Activision não se tenha alongado em declarações, fica clara a ideia de que Guitar Hero está pronto a seguir as pisadas de Rock Band, com a introdução de periféricos como bateria ou microfones nas próximas entregas da série.
Sobre Guitar Hero III, Kotick salientou a sua capacidade de apelar a um mercado muito vasto. "A relevância e importância dos artistas para jovens de 17 anos muda de uma forma que nunca seria possível noutros meios. Quarenta por cento dos utilizadores de GH são mulheres. O apelo a diferentes idades é algo que nunca tínhamos visto. Crianças de sete anos que nem sabem quem são os Aerosmith andam a cantar a musicas do grupo em Guitar Hero, assim como o fazem pessoas de 45 anos que cresceram a seguir a banda", explicou Bobby Kotick.
A indignação da Harmonix para com o sucedido foi expressa num dos fóruns oficiais de Rock Band, onde a equipa revelou que este remendo já se encontra disponível desde o dia 4 de Dezembro. Este já foi inclusivé aprovado pela Sony, que posteriormente comunicou à Harmonix que o remendo não poderá ser lançado por imposição da editora Activision.
"Tal como acontece com a Xbox 360, acreditamos que os jogadores da PlayStation 3 deveriam ter o direito de escolher o periférico da sua preferência para jogar Rock Band", referiu a Harmonix. "Esperamos sinceramente que a Activision volte atrás na sua decisão e permita o lançamento do remendo e mais, que a Activision permita que os controladores de Guitar Hero III também sejam compatíveis com Rock Band. Estamos receptivos a todas as empresas que queiram apoiar os nossos controladores e vamos apoiá-las no que for preciso", concluiu a mensagem da Harmonix aos seus fãs.
A série da Activision vai assim chegar à Europa (dia 23 de Novembro) envolvida numa onda de sucesso que deverá ter continuidade por estas bandas. O seu vasto leque de temas musicais, os modos multijogador ou ainda os seus novos duelos têm contribuído para a elevada procura de Guitar Hero III para todas as plataformas, estando ainda agendada uma futura versão para a Nintendo DS.
Em entrevista ao portal Next-Gen.biz, Aaron Greenberg, gestor de produto da Microsoft, afirmou que a Microsoft espera que pelo menos sete títulos da Xbox 360 vendam mais de um milhão de cópias durante os meses que antecedem o Natal. Serão eles Assassin's Creed, Halo 3, BioShock, Rock Band, Guitar Hero III, Call of Duty 4 e ainda Mass Effect.
Com um alinhamento desta dimensão, o difícil é mesmo duvidar da Microsoft, ou então escolher um destes jogos para comprar…
Para quem não sabe com o que contar, estas serão as cinco músicas disponíveis na demonstração do tão esperado Guitar Hero III:
Hit Me with Your Best Shot – Pat Benetar
Lay Down – Priestess
Even Flow – Pearl Jam
Rock You Like a Hurricane – Scorpions
The Metal - Tenacious D
Seja como for, aqui fica a lista na sua totalidade:
Round 1
. Foghat - "Slow Ride"
. Poison - "Talk Dirty to Me"
. Pat Benatar - "Hit Me With Your Best Shot"
. Social Distortion - "Story of My Life"
. Encore: Kiss - "Rock and Roll All Nite"
. Encore Co-op: Beastie Boys - "Sabotage"
Round 2
. Mountain - "Mississippi Queen"
. Alice Cooper - "School's Out"
. Cream - "Sunshine of Your Life"
. Heart - "Barracuda"
. Boss: Tom Morello - Guitar Battle
. Encore: Rage Against the Machine - "Bulls on Parade"
. Encore Co-op: The Strokes - "Reptilia"
Round 3
. The Killers - "When You Were Young"
. AFI - Miss "Murder"
. The Who - "The Seeker"
. Priestess - "Lay Down"
. Encore: Rolling Stones - "Paint It Black"
. Encore Co-op: Red Hot Chili Peppers - "Suck My Kiss"
Round 4
. Black Sabbath - "Paranoid"
. The Sex Pistols - "Anarchy in the UK"
. Sonic Youth - "Kool Thing"
. Weezer - "My Name Is Jonas"
. Encore: Pearl Jam - "Evenflow"
. Encore Co-op: Blue Oyster Cult - "Cities on Flame with Rock and Roll"
Round 5
. The Dead Kennedys - "Holiday in Cambodia"
. Scorpions - "Rock You Like a Hurricane"
. Aerosmith - "Same Old Song and Dance"
. ZZ Top - "La Grange"
. Boss: Slash - Guitar Battle
. Encore: Guns N Roses - "Welcome to the Jungle"
. Encore Co-op: Bloc Party - "Hellicopter"
Round 6
. Santana - "Black Magic Woman"
. Smashing Pumpkins - "Cherub Rock"
. White Zombie - "Black Sunshine"
. Tenacious D - "The Meta"l
. Encore: Stevie Ray Vaughn - "Pride and Joy"
. Encore Co-op: Matchbook Romance - "Monsters"
Round 7
. Slipknot - "Before I Forget"
. Disturbed - "Stricken"
. Queens of the Stone Age - "3s and 7s"
. Muse - "Knights of Cydonia"
. Encore: Living Colour - "Cult of Personality"
Round 8
. Slayer - "Raining Blood"
. Eric Johnson - "Cliffs of Dover"
. Iron Maiden - "Number of the Beast"
. Metallica - "One"
. Boss: Lou - Guitar Battle
. Encore: "The Devil Went Down to Georgia"
Músicas Extra
. An Endless Sporadic - "Impulse"
. Backyard Babies - "Minus Celsius"
. Bret Michaels Band - "Go That Far"
. Die Toten Hosen - "Hier Kommit Alex"
. Dragonforce - "Through the Fire and the Flames"
. Fall of Troy - "FCP Remix"
. Gallows - "In the Belly of a Shark"
. The Hellacopters - "I'm in the Band"
. Heroes del Silencio - "Avalancha"
. In Flames - "Take This Life"
. Kaiser Chiefs - "Ruby"
. Killswitch Engage - "My Curse"
. LA Slum Lords - "Down N Dirty"
. Lacuna Coil - "Closer"
. Lions - "Metal Heavy Lady"
. NAAST - "Mauvis Garcon"
. Prototype - "The Way It Ends"
. Revolverhead - "Generation Rock"
. Rise Against - "Prayer of the Refugee"
. Scouts of St. Sebastian - "In Love"
. Senses Fail - "Can't Be Saved"
. The Sleeping - "Don't Hold Back"
. The Stone Roses - "She Bangs the Drums"
. Superbus - "Radio Song"
Depois de ver nomes tão sonantes e músicas tão carismáticas, não nos importávamos nada que a lista fosse mesmo verdadeira.
Em preparação nos estúdios da habitual Harmonix, esta terceira incursão de Guitar Hero está já programada para chegar ao mercado norte-americano durante o Outono de 2007, que vai desde o mês de Setembro ao mês de Dezembro. Quando aos restantes continentes, permanece o ponto de interrogação.
À semelhança do ano passado, depois de ter chegado ao PC, Football Manager 2008 foi adaptado à Xbox 360. Depois de já termos visto o melhor e pior da versão destinada aos computadores, fomos ver como se comporta o jogo dos treinadores na consola da Microsoft.
Sucintamente, esta versão fica a perder face ao seu congénere para computador em todos os campos. Apesar da interface se apresentar bastante intuitiva, de fácil navegação entre menus e com todas as opções principais "à mão de semear", na transição para o controlador da Xbox 360 perde-se alguma da precisão, sendo por vezes necessárias várias tentativas para conseguirmos realizar a acção pretendida. Ora, como a intuição das acções é aglutinada pela pouca precisão dos analógicos, em muitos casos isto irá fazer os jogadores perderem a paciência, principalmente se vierem de uma derrota.
Apesar de, em Football Manager 2008, existirem ligas de todos os cantos do mundo, apenas podemos escolher um trio em simultâneo. Felizmente, nos três países eleitos estão incluídos os vários escalões das competições que se praticam a nível local. Como já devem estar habituados, dentro da vossa equipa são mesmo vocês que mandam. Na prática, isto significa que, para além das tarefas que têm directamente a ver com a estratégia de jogo, são vocês os responsáveis por toda a gestão futebolística do plantel, nomeadamente a definição de prémios de jogo, orçamentos para futuras aquisições e o ajuste dos salários pagos aos craques da bola. E, neste aspecto, FM continua com uma complexidade e imersão imbatível até à data.
Graças às maravilhas da Internet, os plantéis podem ser actualizados sem que tenham de esperar pela versão de Football Manager do próximo ano. Mas o Xbox Live é ainda utilizado para algo mais do que simplesmente actualizar a base de dados do jogo. Poderão organizar taças e participar em campeonatos contra jogadores dos vários quadrantes do globo. Porém, fruto de uma mecânica algo descuidada, não há restrição no tempo que o vosso oponente demora a mexer na equipa o que, teoricamente, vos pode deixar várias dezenas de minutos especados a olhar para a televisão.
O capítulo gráfico de FM 2008 é um pau de dois bicos. Se, por um lado, está mais agradável à vista quando comparado com a versão transacta, a verdade é que ainda continua muito pobre quando estamos a assistir às partidas da nossa equipa. É um contra-senso anunciar que o jogo suporta uma resolução de 1080p quando o que vamos ver são círculos a deslizar sobre uma tela verde. Se é verdade que este género de jogo não vive do grafismo, não é menos verdade que na era que corre os nossos olhos estão habituados a outro charme.
Sonoramente, temos que nos contentar com os sons ambiente que, mesmo sem estarem fora de tom, não conseguem imergir ninguém no espírito da partida. O melhor que têm a fazer é puxar músicas que tenham no disco rígido da Xbox 360, e assim os golos, as mudanças na equipa em tempo real e os insultos proferidos contra a mãe de alguns dos jogadores sempre são embalados por uma banda sonora do vosso agrado.
Muito sucintamente, Football Manager 2008 salva-se por um leque equilibrado de inovações face à entrega anterior, equiparando-se a passos sólidos num crescimento a custo. Porém, se tiverem um PC que suporte os requisitos mínimos pedidos pelo jogo, não hesitem em comprar essa versao em detrimento desta. Há casos em que um teclado e rato ainda fazem muita falta… e este é um deles.