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quarta-feira, 3 de março de 2010

Restrições tupiniquins: serviços digitais dos quais os brasileiros são excluídos.

Quando compramos um produto, qualquer que seja, esperamos poder usufruir de tudo o que ele oferece. Afinal de contas, quem ficaria satisfeito com um fogão se não pudesse usar o forno, já que mora no Brasil? Ou então com uma geladeira, mas para poder usar o freezer você deve mentir sobre suas informações de contato na hora da compra?

Parece extremo? Não é. Ao menos no caso dos video games, isso ocorre com frequência conosco, brasileiros. Para ter uma ideia do que isso significa, basta olhar para a PlayStation Network ou a Xbox Live. Quantos possuem uma conta genuinamente brasileira? Para poder desfrutar dos serviços que o sistema oferece, é preciso dizer que moramos em outro país — e isso, mesmo com a Sony e a Microsoft sabendo que não é o caso, através de nossos IPs.

Mentir em informações pessoais para conseguir utilizar determinados aspectos de um produto não é novidade no mundo da informática. Nos computadores, inúmeras pessoas fazem uso de proxy para acessar promoções restritas a determinados locais, por exemplo. Porém, esse tipo de prática está longe de ser oficial ou mesmo algo normal, e nós simplesmente nos acostumamos aos “chunchos”.

Peguemos um exemplo simples: você não gostaria de poder comprar um jogo tranquilamente através de loja virtual em seu X360 com um cartão nacional (sem precisar de um cartão de crédito internacional)? Acho que todos gostaríamos, então o Baixaki Jogos decidiu parar por um momento e pensar: quais são os serviços atualmente disponibilizados por diferentes empresas dos quais não podemos desfrutar?

Games on Demand (Microsoft)

A principal birra de nossa equipe. Afinal de contas, seria muito mais fácil para nós, que devemos adquirir os títulos que analisamos, comprá-los pela internet. Mas, embora possamos “enganar” os sistemas de localidade ao colocar dados de outras regiões para poder baixar demos e acessar programas, o Games on Demand nos bloqueia por IP, algo que impossibilita o acesso completamente.

Last.FM

O serviço, ao menos a versão disponibilizada através do Xbox, não está disponível no Brasil. Não existe justificativa ou qualquer tipo de razão explícita — ele simplesmente não pode ser acessado por pessoas em território nacional. Ou seja, quem pretendia escutar músicas através de seu console, dispensando quaisquer outros aparelhos com este fim na sala de estar, está sem sorte.

Zune

Outro sistema do X360 que os usuários tupiniquins podem ver apenas em uma versão muito limitada. Os vídeos e afins ajudam a transformar a plataforma em algo muito além de um mero reprodutor de jogos eletrônicos — o problema é que no Brasil isso definitivamente não acontece, já que as limitações são tão severas que os usuários optam por outros meios mais confortáveis.

Xbox Live

É possível acessá-la? É. Mesmo com um endereço brasileiro? Sim. Mas entra na nossa lista por não ser oficial. Isso quer dizer que o serviço não é oferecido legitimamente no Brasil, embora não existem restrições de conexão, e que não há suporte. Existem inúmeros pedidos de milhares de fãs para que seja criado, mas até agora... As perspectivas realmente não são boas.

PlayStation Network

Ou você coloca informações de contato estrangeiras ou está lascado. Literalmente. Além das tradicionais restrições de lançamentos específicos por região, existe suporte específico às línguas e países que a Sony apoia. Por mais que exista a possibilidade de colocar “Brasil” no país de origem, não há porque fazê-lo, já que você terá os mesmos benefícios de alguém situado na Lua.
PlayStation Store

Caso você possua uma conta com dados brasileiros, não poderá nem mesmo acessá-la. Ou seja, somos excluídos completamente de um dos mais práticos meios de participar ativamente do universo dos games através do PS3. Demos, compras, promoções e muito mais passam direto por cima da cabeça dos brasileiros, algo que deveria ser aproveitado — especialmente considerando o alto preço dos produtos eletrônicos no país.

AppStore

Os aplicativos estão lá, mas cadê os jogos? Mais uma vez, os usuários nacionais precisam fazer uma famosa “gambiarra” para conseguir acessar esse tipo de aplicativo. Não há suporte e nem mesmo a possibilidade de adquirir tais produtos facilmente, algo que desmotiva muitos dos consumidores brasileiros e torna a vida dos fãs muito mais difícil.

Direct 2 Drive

Embora seja possível, de vez em quando, adquirir alguns títulos, é um exemplo perfeito de sistema de distribuição digital que exclui os usuários brasileiros na maioria das vezes. De vez em quando chegamos até mesmo a pensar que não temos direito a facilidade e conforto na hora das compras... E que precisamos de conhecimento técnico se quisermos manter nosso hobby.

Ironias

Controvérsias incompreensíveis

Após alguns exemplos de serviços que excluem os brasileiros — e não são os únicos, mas isso foi apenas uma amostragem — segue abaixo uma análise de certas contradições que afligem o nosso público; situações que nos fazem questionar: mas o que é que estas empresas estão pensando!

Existe fórum do Xbox Brasil mas não a Live

Se você entrar no site do Xbox e for aos fóruns, encontrará uma seção chamada Xbox Brasil. Maravilha. Até mesmo o site inteiro é em português nacional, mas ironicamente não há suporte oficial à rede online. A sensação é mais ou menos a mesma de alguém que te oferece um doce e, em seguida, entrega apenas um minúsculo pedaço.

Sony não tem site para o Brasil, mas tem para países como Honduras

Afinal de contas, todos sabemos que a quantidade de gamers por lá é muito maior do que aqui, não? Francamente... É simplesmente incompreensível que não exista nenhum tipo de esforço nesse sentido, e que brasileiros sejam obrigados a se deparar com a língua espanhola ao clicar no link para acesso à América Latina.

Por que?

Qual a razão de sermos ignorados?

Na verdade, não somos exatamente ignorados. Afinal de contas, qualquer pessoa do mundo que trabalhe com jogos eletrônicos sabe que existe um mercado no Brasil — e que ele é razoavelmente grande. O que nos intriga é a ausência de esforços para estabelecer serviços oficialmente por aqui, já que isso expandiria ainda mais o escopo deles e poderia atrair muito mais usuários às plataformas.

O que ocorre é uma decisão deliberada de não investir em território nacional; e as razões para tais políticas são das mais variadas. Certos modelos de negócio não se adaptam à legislação brasileira, e em alguns momentos chegam a ser inviabilizados, demandando uma reestruturação. O que pode até mesmo levar certos serviços a serem impraticáveis.

Outro grande problema é a pirataria, tradicional vilã, que afasta vários possíveis investidores e pessoas que poderiam contribuir para a implementação de sistemas por aqui. Mera questão de números: por que alguém estabeleceria um serviço de distribuição digital no Brasil quando não poderia competir nem de perto com os downloads via torrents e compartilhamento ilegal — ou mesmo com o camelô da esquina?

Assim, entramos em um círculo vicioso. Análises de mercado mostram que não vale a pena, considerando a atual situação, e a situação não melhora pois não existe suporte nativo para os serviços. Afinal de contas, ninguém tem o conhecimento para burlar as restrições e conseguir acessar os produtos. A esmagadora maioria dos usuários quer aquilo pelo que pagou de forma simples e acessível.

Nessas horas é impossível não imaginar como seria bom ter à disposição o que existe em vários outros países: pedir pizza pelo Wii, como no Japão; assistir filmes em streaming, como nos Estados Unidos; comprar jogos em outros países facilmente, como na Europa. Vários serviços que existem de fato mundo afora e que nós, brasileiros, demoraremos anos para encontrar por aqui.

E você, leitor? Se importa de ter que fazer alguns “chunchos” para conseguir jogar? Ou preferiria imensamente ter serviços oficiais e com suporte, para poder usufruir sem stress? Sabemos que se trata de uma pergunta retórica, mas gostaríamos de saber qual é o perfil de nossos usuários, então deixe sua opinião!

Atari confirma nova edição da franquia Test Drive Unlimited.

A Atari confirmou o retorno da franquia Test Drive Unlimited. A nova edição da linha de jogos de corrida ficará sob os cuidados do Eden Studios e segundo o comunicado que revelou a produção o jogo contará com um mundo aberto e modalidades de jogo online e offline.

Entre as novidades estão um novo cenário, no qual os jogadores poderão conduzir suas máquinas livremente, além de criar a sua própria identidade, comprando casas e roupas. Além disso, o ambiente contará com um ciclo de dias e noites, variações climáticas e sistema de danos.

Test Drive Unlimited 2 ainda não tem data de lançamento e contará com cópias para Xbox 360, PC e PS3.

Bólidos enfurecidos

Novidades quentíssimas sobre a franquia Call of Duty.

Depois de muitas reviravoltas a Activision confirmou que a Sledgehammer está de fato trabalhando em um novo Call of Duty para o 2011. No entanto, o projeto do estúdio formado pelos criadores de Dead Space é uma expansão da franquia e não uma continuação, já que se trata de um jogo de ação/aventura e não de um FPS.

Além disso, apesar de previsto para 2011, este novo título da Sledgehammer não é o suposto Call of Duty 9 (lançamento oficial da franquia para 2011), sendo que este ainda não tem desenvolvedora, mas acredita-se ser de responsabilidade da Infinity Ward, em respeito ao rodízio de desenvolvimento com a Treyarch.

Por falar em Treyarch (a mesma de CoD 3 e World at War), o estúdio está trabalhando na edição de Call of Duty que sai este ano (o teórico CoD 8) e mesmo sem muitos detalhes já se especula a possibilidade do título ser ambientado na Guerra do Vietnã.

O que vem por ai...

Professor Layton and the Diabolical Box

Quer abrir a Caixa de Pandora? Então esteja preparado para o que for encontrarExiste uma caixa misteriosa cuja característica principal e a de roubar a vida de quem ousar abrir a sua tampa. Caixa do Elísio nos Estados Unidos ou — em uma escolha bem mais feliz — Caixa de Pandora na Europa, a ideia central da sua existência é apenas uma: trazer novamente à ativa a caricata dupla de detetives “wannabe” Hershel Layton e Luke para mais uma aventura recheada de puzzles, estilo e humor inglês.

Em outras palavras, Professor Layton and the Diabolical Box mantém basicamente o mesmo estilo do seu antecessor, Professor Layton and the Curious Village, salvo por alguns acréscimos, como se verá adiante. No mais, mantém-se a estrutura básica: atravesse a história de humor leve e enigmática e resolva as dezenas (literalmente) de puzzles que aparecerem pelo caminho.

Se isso é divertido? Bem, quem jogou o primeiro jogo deve saber muito bem. Embora o gênero puzzle seja quase invariavelmente associado a um público predominantemente casual, Professor Layton tem a peculiar virtude de contextualizar alguns dos formatos mais clássicos de desafio intelectual em uma história envolvente, sempre capaz de deixar um gostinho de “quero mais”. Conforme a história se desenrola, os puzzles vão aparecendo de forma bastante natural e divertida.

A trama aqui tem o seu início quando o icônico arqueólogo recebe uma carta do seu antigo mentor que afirmava ter encontrado uma misteriosa caixa mágica capaz de roubar a vida a quem a abrisse. Após alguns puzzles, eis que o professor chega à casa do seu mestre, apenas para encontrá-lo morto.

É a ponta perfeita para que a dupla parta em uma jornada atrás do lendário artefato. Uma jornada que vai levá-lo a uma verdadeira miríade de cenários, cobrindo desde as fleumáticas e nebulosas vistas londrinas, até o interior do luxuoso trem Molentary Express. E o melhor: em qualquer momento do percurso, você pode ser interrompido por um divertido e bem contextualizado puzzle.

Aprovado

Do que nós gostamos

Mais de 150 puzzles e 20 horas de diversão

Histórias enigmáticas à parte, é bastante óbvio que o motor principal da franquia sempre foram os puzzles. Bem, nesse ponto realmente não há do que reclamar em Diabolical Box. O título traz um total de mais de 150 enigmas os mais variados, envolvendo desde paradoxos matemáticos até combinações de cores, conjuntos e mesmo uma variação com tortas da clássica Torre de Hanói.

O luxuoso Molentary Express: Diabolical Box traz puzzles entremeados por uma trama fascinanteA maioria dos puzzles aparece quando Layton encontra um novo personagem na história. Antes de colaborar com informações, esse personagem possivelmente vai convidá-lo a resolver um enigma, sendo que a dificuldade de cada desafio pode ser medida pela quantia de “picarats” que representa o prêmio por uma solução em primeira mão — os “picarats” podem então ser utilizados para desbloquear conteúdos extras na seção “bônus”.

Diabolical Box ainda traz uma impressiva quantidade de minigames para complementar as aproximadamente 20 horas de jogo. Entre os desafios, aparecem conduzir a dieta de um hammster, reconstruir uma câmera e misturar componentes para um chá. No mais, tal qual o jogo anterior, você ainda poderá baixar novos puzzles semanalmente através da conexão Wii-Fi do DS.

Enigmas criativos e variados

Como exatamente esses mais de 150 puzzles — entre desafios comuns, minigames e extra da seção “bônus” — não se tornam maçantes? Simples. Existe uma enorme variedade de tipos e estilos, o que sempre acompanha o trecho da trama que você estiver atravessando. Por exemplo: para encontrar o apartamento correto do seu mentor, Layton terá que reunir as informações espalhadas através da carta que recebeu.

Já para entrar no apartamento, você terá que usar a imaginação para saber qual chave servirá para abrir a fechadura — em uma solução das mais criativas. Em outro momento, ao apreciar a vista da parte traseira do luxuoso Molentary Expresso, Layton vai convidá-lo agrupar vários tipos de árvores dispostas em um tabuleiro, de forma que cada região contenha apenas um tipo de árvore.

Problemas matemáticos também não são menos típicos. Por exemplo: ao comprar um sapato de 30 dólares em uma loja, uma mulher utiliza uma nota de 50. Sem troco, o vendedor apela para a loja vizinha para trocar o dinheiro da freguesa. Entretanto, após a venda, o vendedor ao lado aparece para reclamar sobre a falsidade da nota de 50. O vendedor de sapatos então dá a ele uma nota de 50 original. Ao final, quanto em dinheiro o vendedor de sapatos perdeu? A solução pode não ser tão óbvia quanto parece.

Não sabe? Peça uma dica

Não sabe? Basta comprar dicas. E a máxima permanece: um idiota e seu dinheiro logo se separamAlguns dos desafios mais avançados de Diabolical Box podem de fato tomar um bom tempo. Bem, caso você tenha tempo de sobra para estudar uma solução — vale lembrar que nem um dos desafios do jogo traz um timer —, tudo bem. Do contrário, sempre é possível apelar para as duas ou três dicas disponíveis no desafio.

É claro que isso não é de graça. Para comprar as pistas, você precisará gastar as moedas que encontrar pelo caminho — dentro de um vaso, uma caixa de correios entre outros locais propícios do cenário. Assim, o jogo dará dicas de forma gradual para ajudar a desvelar algum pepino intelectual.

O prático Memo Pad

Entre as novas mecânicas inauguradas por Diabolical Box, aparece uma que certamente deixaria qualquer ambientalista satisfeito. Trata-se do prático “memo pad”; um quadro de rabiscos que pode ser puxado a qualquer momento durante um enigma, dispensando assim o uso de folhas de papel. Além disso, qualquer desenho que você fizer ficará salvo ali — mesmo que a tela seja temporariamente colocada de lado — até o final do puzzle.

Belas animações com vozes

Então você pensou que Diabolical Box poderia ter apenas uma história medíocre utilizada para dar alguma ligação a uma imensidão de puzzles? Bem, realmente não é assim. Prova disso são as diversas animações com vozes — os atores são os mesmos de Curious Village — que aparecem em momentos chave do jogo, aumentando em muito a imersão da história.

Como um complemento, os desenhos feitos à mão constroem um estilo gráfico bastante singular ao jogo, enquanto as trilhas sonoras recriam o ambiente de mistério e tranquilidade herdado do título anterior. Isso sem contar o humor inglês, que faz brotar coisas como “quanto mais inteligente você é, mais desconfortável é a sua cadeira”, e por aí vai.

Uma história pobre apenas para contextualizar os puzzles? Não mesmo!

Reprovado

O que espantou o video game brasil... No mau sentido.

Quero minhas moedas de volta!

Calma. Nós não estamos falando aqui das moedas que você realmente gastou para adquirir Diabolical Box, mas sim dos vinténs que são gastos em dicas nem sempre tão funcionais quanto se poderia esperar. Isso acontece sobretudo nos desafios mais cabeludos, nos quais eventualmente você pagará por uma dica redundante ou mesmo completamente ineficaz. Em suma: você estará por sua própria conta — e também algumas moedas mais pobre.

Longevidade questionável

Já disse o sábio: um enigma nunca é resolvido duas vezes...

Embora existam diversos puzzles tenebrosos na seção “bônus” e sempre seja possível baixar um novo puzzle semanal, a longevidade — ou o “replay value”, como queiram — de Diabolical Box é um tanto questionável. É claro, trata-se de uma consequência direta do próprio gênero do título. Quer dizer, uma vez resolvidos todos os puzzles, quem realmente vai se animar para jogar tudo outra vez?

Meu reino por mais algum espaço nesse cartucho!

Esse ponto negativo na realidade vai mais para as limitações do DS do que para o jogo em si. Trata-se da boa e velha falta de espaço no cartucho do DS, o que impossibilita que as ótimas cenas de corte animadas e com vozes se estendam por toda a trama — que acaba então assumindo o bom e velho estilo “RPGístico” das cabeças-congeladas-falantes.

Conclusão

Vale a pena?

Professor Layton and the Diabolical Box tem uma vantagem que poucos títulos para DS compartilham: a de ser um jogo feito sob medida para o portátil. Em outras palavras, Diabolical Box é daqueles jogos que, em vez de flertar com conceitos de consoles maiores, abraça despudoradamente o que o DS tem de melhor — a tela sensível ao toque —, trazendo um jogo que dificilmente poderia ser encontrado em outra plataforma.

Dessa forma, se puzzles e enigmas são a sua área e se você compartilha do legado fascinante deixado pelas histórias de Sir. Arthur Conan Doyle, é hora de botar a cachola para funcionar. Antes que outros inocentes morram ante a terrível caixa mágica.

Civilization V

Quem é fã de estratégia conhece o nome Civilization. Desde a década de 1990, a série, criada pelo lendário Sid Meier, já providenciou excelentes momentos de diversão, graças a sua fórmula peculiar que vem conquistando o mundo há tanto tempo. Os jogadores desfrutam de uma estratégia em turnos de qualidade, e tudo indica que a próxima versão deve trazer ainda mais novidades.

Da pedra ao satélite

Civilization V contará com um total de 18 civilizações diferentes, cada uma com seus conceitos e características próprias. Você passará da idade da pedra até a era espacial, seguindo a premissa dos jogos anteriores da série.

O objetivo do game também é semelhante às versões anteriores. Basicamente, o jogador deve fazer com que sua facção se torne a mais poderosa do mundo, cumprindo objetivos em várias áreas diferentes — econômica, militar, diplomática e outras.

Agora, a linha da diplomacia conta com uma novidade: os Estados-Cidade. Sendo assim, o jogador contará com os mesmos elementos importantes para o sucesso deste ramo, mas também terá de lidar com os lideres de outros grupos, com o comércio, e ainda administrar o ouro, as terras e outros materiais.

A administração está mais profunda

Força bruta

Contudo, nem sempre você poderá resolver as coisas no diálogo. Em algumas ocasiões, é necessário utilizar a força bruta. É aí que entra o combate. Em Civilization V, as guerras sofreram algumas modificações e são muito mais importantes que nas versões anteriores. Agora, por exemplo, você pode bombardear um oponente à distância e também contará com outros elementos de estratégia dentro dos combates.

Quanto ao multiplayer, o título apresenta o Hot Seat — no qual os jogadores revezam —, LAN e partidas através da internet. Além disso, o jogo possui um correio eletrônico para que os usuários possam trocar mensagem e um navegador para acessar os sites relacionados ao game.

O jogador poderá ainda compartilhar suas pontuações através de um ranking mundial. Níveis também serão trocados entre os usuários, fazendo da comunidade um dos principais pilares do game.

Será que a cidade sobreviverá aos combates?

Civilization V chegará às lojas em algum momento do último trimestre de 2010, exclusivamente para PC. Aparentemente, as novidades devem agradar quem já conhece a série e o foco na comunidade garantirá a longevidade deste título promissor.

Grand Theft Auto: Episodes from Liberty City

Grand Theft Auto é mesmo uma das franquias mais importantes dos video games. Afinal de contas, GTA IV, a última versão do game, é considerado por muitos como um dos melhores jogos desta geração, graças às suas inovações e ao alto grau de imersão. Como se não bastasse, a Rockstar, dona do game, decidiu lançar duas expansões para o game, presenteando exclusivamente os usuários do Xbox 360.

Felizmente, após menos de um ano, a companhia também anuncia que Grand Theft Auto: Episodes from Liberty City chegará ao PC e PlayStation 3, algo que os fãs ansiavam desde o princípio. O disco contará com os dois DLCs do game, intitulados The Lost and Damned e The Ballad of Gay Tony e não precisa de GTA IV para ser executado. Além disso, os jogadores também poderão comprar as expansões via download, mas para isso é necessário ter uma cópia do game.

Se você já desfrutou de ambas as aventuras no Xbox 360, então não há motivos para preocupação. Basicamente, o conteúdo é o mesmo, sem nenhuma novidade exclusiva ou qualquer adicional. Mesmo assim, vale a pena relembrar e mostrar para os usuários do PC e PlayStation 3 as excelentes expansões que os aguarda. Vamos lá.

Agora no PS3 e PC!

Fúria em duas rodas

A primeira expansão lançada para Xbox 360 traz a mesma famosa Liberty City, mas sob uma perspectiva um pouco diferente. Em The Lost and Damned você encarna Johhny Klebitz (também conhecido como Johnny the Jew), um motoqueiro e vice-presidente da gangue The Lost.

Depois do presidente de sua gangue, Billy, ter saído para reabilitação, quem assume o comando é Johnny. Tudo ocorre como deveria, e seu personagem parece dar conta do recado. Entretanto, após um tempo, Billy retorna para a The Lost. É aí que as coisas complicam.

Os dois acabam se desentendo por diferenças de administração. Billy gosta de realizar atos randômicos de violência e vender drogas. Já Johhny acha que a gangue pode ser reconhecida de outras maneiras. Querendo ou não, os dois parecem não se dar muito bem.

The Lost and Damned traz várias novidades em relação a GTA IV. Você encontrará novos minigames, como a queda de braço, e até mesmo novas modalidades do multiplayer. Além disso, o gamer perceberá que novos DJs, shows de TV, veículos, armas, sites para internet e localidades também fazem parte da expansão.

A Rockstar trabalhou em algumas mecânicas de jogabilidade para aprimorá-las, resultando em uma experiência mais centrada à proposta do game. Felizmente, o game consegue fazer com que o jogador se sinta em uma gangue, pois, durante as missões e passeios, você estará acompanhado por alguns membros.

Quem já jogou GTA IV notará que alguns personagens do título também aparecem em Lost and Damned. A campanha, que dura cerca de 12 horas, revive grandes momentos da aventura de Niko, mas sob perspectivas diferentes.

O sistema de missões é igual a GTA IV — o jogador deve se deslocar até um determinado ponto para iniciá-la. Entretanto, você terá que se preocupar não somente com a polícia, mas também com a gangue rival, conhecida como Angels of Death. Com isso, a expansão consegue trazer uma variedade surpreendente de objetivos, tornando o título essencial para quem é fã da série.

A balada mais quente da noite

A outra expansão de Grand Theft Auto conta com um clima não tão obscuro — muito pelo contrário. The Ballad of Gay Tony, como o próprio nome sugere, narra a história de Luis Lopes, o guarda-costas de Tony, o dono das maiores boates de Liberty City. Contudo, o rei da noite acaba cometendo alguns erros e gafes, e acaba encarregando Luis de fazer alguns trabalhos sujos.

Assim como The Lost and Damned, essa expansão também traz algumas novidades bem interessantes. Novamente, temos armas e diversos outros elementos novos, como a possibilidade de saltar de para-quedas e explorar ambientes inéditos. Durante suas missões, Luis terá de conversar com os maiores criminosos da cidade, explorando interiores que jamais foram vistos nas versões anteriores.

O jogo também conta com novos minigames. Sendo o guarda-costas preferido de Tony, Luis tem a possibilidade de entrar nas boates e se divertir como bem desejar. Para isso, o jogador participa de uma série de minigames que o levam a consequências extremamente engraçadas.

Mas, a grande novidade mesmo é o Base Jump Challenges. Trata-se de desafios espalhados por Liberty City no qual o objetivo é saltar de prédios com seu para-quedas para passar por anéis ou atingir um alvo móvel no chão. Sem dúvidas, algo que será muito bem recebido pelos fãs de GTA: San Andreas.


Duas grandes aventuras

O pacote é, sem dúvidas, um conjunto excelente que traz duas das melhores expansões desta geração. Horas e horas de jogo por um preço acessível e uma enxurrada de novidades para quem gostou de Grand Theft Auto IV. É muito bacana voltar a Liberty City sob a perspectiva de personagens totalmente diferentes. Não deixe de conferir.

Blur

Quem nunca ouviu falar de Mario Kart? Desde a época do Super Nintendo, o encanador prova que também é muito bom no volante, lançando jogos extremamente cativantes e divertidos. A fórmula clássica do game é conhecida por todos e muitas companhias aproveitam do sucesso para lançar seus próprios jogos com uma estrutura parecida.

Crash Team Racing, para PlayStation, é um dos exemplos dos “clones” de Mario Kart. É claro que, mesmo com fórmulas quase idênticas, muitos games conseguiam cumprir o principal objetivo de um jogo: divertir.

Na atual geração, temos Mario e sua turma correndo no Nintendo Wii e também no portátil de duas telas da Big-N, garantindo a diversão. Mas, e nas demais plataformas? Bem, aí a coisa complica. ModNation Racers é uma boa pedida para quem tem um PlayStation 3, e de quebra o game ainda oferece a possibilidade de criar suas pistas.

Outro título que também está chamando a atenção é Blur. Mas, espera aí, Blur? Sim. A primeira vista, temos um jogo que se parece bastante com clássicos como Need for Speed Underground e Project Gotham Racing — da mesma desenvolvedora do título, a Bizarre Creations.

Entretanto, ao jogar, a diversão nos relembrou bastante a de Mario Kart — mas em uma carcaça totalmente diferente. Sim, você conta com carros altamente velozes em vez dos karts com motores de geladeira, mas os Power-ups e o multiplayer não enganam: estamos jogando um game fortemente baseado em Mario Kart. E isso é realmente bom.

O Baixaki Jogos conferiu de perto a versão beta do multiplayer do game, que foi liberada com exclusividade para alguns jogadores do Xbox 360. E, podemos dizer com segurança que Blur será um jogo divertido. Imagine uma boa mistura entre o já mencionado game de corrida do encanador bigodudo com Burnout e Project Gotham Racing. Isso é Blur.

Simples, mas muito divertido

Sinceramente, Blur é exatamente como esperávamos. A jogabilidade é acessível para qualquer jogador e os Power-ups deixam as corridas ainda mais intensas. Além disso, há um estímulo para que os jogadores continuem desfrutando do jogo. Ao contrário do que se pode imaginar, o título possui alguns elementos de RPG, como a possibilidade de subir de nível e desbloquear novos carros e recursos.

Mas, vamos ao que interessa. Como é o jogo? Na versão beta só pudemos testar o multiplayer, mas já foi mais que suficiente para saber como está o game. Restrito a partidas online, a versão beta traz dois modos iniciais e outros que podem ser desbloqueados conforme o jogador progride.

Basicamente, o gamer deve selecionar qual modo deseja jogar e aguardar até que uma partida seja encontrar pelo sistema matchmaking. Depois disso, no lobby, você pode escolher seu carro ou pintá-lo em sua garagem. É interessante ressaltar que o game conta com modos para até 20 jogadores, tornando as corridas realmente intensas.

Finalmente, é dada a largada. Em um estilo semelhante a DiRT, o game inicia-se e logo você percebe que já esta no meio do caos. O sistema de controles é muito simples. Com o gatilho direito o jogador acelera, enquanto o esquerdo é utilizado para frear — o botão B aciona o freio de mão.

Pancadaria na pista

Mas, o mais importante do game não é acelerar e virar. Sobreviver. Esta é a palavra que ajuda a definir as intensas corridas do game. Para não virar um monte de lata velha, o jogador tem de aproveitar-se dos Power-ups oferecidos pelo game — é aí que entra o ingrediente “Mario Kart” desta fórmula.

Esse já era

Você conta com um total de oito poderes diferentes, variando desde escudos até choques elétricos. O jogador conta com os famosos ataques projéteis, perseguidores ou convencionais, além de nitros e campos de força. Em suma, é tudo que você precisa, incluindo um poder que lança os oponentes para longe quando você está passando por apertos.

O jogador pode carregar até três poderes consigo, alterando qual deseja utilizar através do botão X. Os poderes ficam “armazenados” na parte traseira do veículo, onde é possível ver os três Power-ups e qual será utilizado se o jogador pressionar o botão A.

A velocidade também é muito importante, é claro. Há uma série de veículos diferentes no game, todos extremamente possantes e dignos da série Need for Speed. Mas cuidado, pois colisões e danos sofridos por ataques de outros jogadores ficarão estampados em sua carcaça, graças ao bacana sistema de danos de Blur. Fora isso, o jogo possui uma série de pistas em locais do mundo todo.

Respeite seus fãs

Uma boa performance nas corridas de Blur fará com que você ganhe novos fãs. Estes fãs são como a experiência em um jogo de RPG, e, quando acumulados até um certo número, fazem com que você suba para o próximo ranque. Alguns carros, modos e recursos só podem ser acessados quando o jogador possui um determinado ranque, que é, na realidade, um nome diferente para nível.

Além das vitórias, o jogador também é premiado por algumas atitudes durante as corridas. Se você desviar de um projétil, por exemplo, receberá um aviso de bonificação na tela. Algo semelhante a Modern Warfare 2, mas sem a necessidade de gastar tanta munição.

Em suma, Blur é o que deveria ser. O multiplayer do game é muito atraente, principalmente para quem não tem um console da Nintendo e procura um substituto para Mario Kart. É claro que o game também possui suas peculiaridades, como o estilo dos veículos e a atmosfera Velozes e Furiosos. Independentemente disto, a diversão parece ser garantida. Resta esperar para conferir o modo single player.

Quanto aos gráficos, o game também manda bem. Efeitos bacanas e carros bem desenhados, além de ambientes que algumas vezes roubam sua atenção, estão por toda a parte. Desta maior ainda para o som, que acompanha os efeitos visuais e gera uma sensação incrível de imersão.

Blur chega às lojas no dia 25 de maio deste ano, nas plataformas PC, PlayStation 3 e Xbox 360.

Heavy Rain: The Origami Killer

Jogos reais. A sentença pode até parecer estranha, mas é isso que muitos jogadores esperam vivenciar ao controlar seus personagens virtuais através de um console. O fator “realidade” dos games é algo imensamente considerado por boa parte dos entusiastas e gamers casuais, que podem se espantar facilmente com cada título que traga gráficos e animações impressionantes, por exemplo. Superficialidade? Talvez.

Querendo ou não, é muito bacana ver como as máquinas da atual geração conseguem imitar ou recriar eventos que poderiam muito bem acontecer perto de sua casa. Títulos e mais títulos tentam trazer uma experiência fiel à realidade, baseando-se muitas vezes em outros retratos, fictícios ou não, que também buscam uma proposta semelhante, como os filmes, por exemplo.

Esta tendência à cinematografia não é de hoje. Desde a época do saudoso Nintendinho alguns games já demonstravam esta convergência. Um deles é Dragon’s Lair, game para arcades no qual o jogador vivia uma espécie de animação interativa. O sucesso foi enorme, e o título acabou sendo portado para diversas outras plataformas.

Com o avanço da tecnologia, os games conseguiram criar experiências ainda mais interessantes. Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots é um dos melhores exemplos desta atual geração, pois mistura ação com excelentes doses de momentos cinematográficos.

Mas, quando Heavy Rain foi anunciado, o mundo dos games surpreendeu mais uma vez. O exclusivo para PlayStation 3 é da mesma desenvolvedora responsável pelo peculiar Indigo Prophecy. E, como se pode imaginar, mais uma vez demonstra que jogos e filmes podem trazer resultados extremamente bacanas — para o deleite de uma geração.

Heavy Rain consegue trazer o equilíbrio, quase perfeito, entre o cinema e o entretenimento eletrônico. Gráficos de qualidade, animações bacanas e uma narrativa simplesmente excepcional são apenas alguns dos elementos que fazem desta criação da Quantic Dreams algo memorável.

Surpreendente

Quando os primeiros trailers demonstravam a jogabilidade de Heavy Rain muitos jogadores se perguntaram: será que teremos apenas uma inundação de minigames de contexto? Bem, se você pensava a mesma coisa, então é melhor rever seus conceitos.

Sim, a base da jogabilidade do game são os Quick Time Events (QTE). Entretanto, durante o jogo, você não será obrigado a simplesmente pressionar botões rapidamente e sem qualquer sentido. O modo de como este sistema foi introduzido ao game é diferente de tudo que já vimos, e deve servir como exemplo para os demais títulos que queiram aproveitar do recurso.

Mas, certamente, os minigames não são o elemento mais profundo do game. Heavy Rain consegue cumprir uma das missões mais difíceis da história do entretenimento eletrônico: criar um vínculo com o jogador. A imersão é garantida graças às ações propostas pelo game, as quais variam desde simples eventos até fugas intensas. Depois de escovar os dentes, ajudar sua esposa e brincar com seus filhos, não há como não se sentir na pele de Ethan Mars.

Como você já deve saber, Heavy Rain opta por uma narrativa com vários protagonistas. Você controla quatro personagens, cada com suas características e problemas. Cada um deles está ligado, de alguma maneira, ao outro, mas esta conexão só aparece com o decorrer do game. É interessante notar como a trama consegue criar um vínculo entre os personagens, que, aparentemente, não possuem nada em comum.


Quebrando barreiras no roteiro

Tudo isso ainda pode ser facilmente entendido por nós brasileiros, pois o título conta com legendas e dublagens em português de Portugal. Esta opção está disponível nas versões estadunidenses do game, as mais fáceis de serem encontradas. Portanto, compre sem medo e reúna o pessoal — peça para trazerem pipoca também.

Assim como o título faz bonito nestas ligações, o jogo também possui a capacidade de prender o jogador por várias rodadas, graças à grande variedade de caminhos que facilmente fará você jogá-lo novamente. Suas ações influenciam no ritmo e nos acontecimentos do game, fazendo de cada nova partida realmente uma nova partida.

Sem dúvidas, Heavy Rain é uma grande obra, mas não é um jogo para qualquer. Espere por um título com uma proposta totalmente diferente, situada entre os cinemas e o entretenimento eletrônico. Uma jogabilidade quase simplória — com exceção dos já mencionados QTEs — e nada de miras, combos ou sistema de cobertura.

A Quantic Dreams provou que os jogos podem sim conter uma narrativa emocionante e, ao mesmo tempo, fornecer um bom nível de interatividade. O equilíbrio perfeito entre os filmes e jogos realmente parece possível, e aparenta estar mais próximo que nunca.

Aprovado

Do que nós gostamos

Atmosfera digna de cinema

Não há como evitar. Passe os olhos sobre o game e pronto, você será surpreendido. Como? Com a atmosfera de Heavy Rain. Logo nos primeiros momentos, é possível perceber que a Quantic Dreams realmente não estava para brincadeiras. O clima é simplesmente excepcional, com ângulos, iluminação e ambientes que parecem ter saídos diretamente do cinema.

Você encontrará a beleza por toda a parte e em suas diversas formas, variando desde os ambientes mais comuns, como o lar e o shopping, até os locais mais distintos, a cena de um crime e um motel. A desenvolvedora conseguiu, sem sombra de dúvidas, envolver o jogador com uma apresentação ideal e sem precedentes.

Depois de alguns minutos de jogo você perceberá que já está enredado pelo game. Quando Heavy Rain tenta criar uma atmosfera feliz, você perceberá com um sorriso no rosto, declarando que a vida é realmente bela. Contudo, nos momentos mais obscuros e tensos, o jogador parece estar vivendo a mesma situação que o personagem, e tudo isso é demonstrado nas expressões do espectador/gamer. A dinamicidade é tanta que até mesmo momentos noir são vivenciados.

Quem desfruta de grandes clássicos do cinema notará que a Quantic Dreams também é fã da sétima arte. A direção de arte e a fotografia se misturam com os elementos do video game, criando uma oportunidade única e extremamente agradável para quem busca algo inovador.

Simples, mas eficiente

“Ok, então em Heavy Rain eu só preciso andar e apertar botões?” Sim, caro usuário. No bruto, a jogabilidade do game se resume a isto. Contudo, isto não significa que sua experiência será entediante — a não ser, é claro, que você esteja procurando por pancadaria, tiroteios e outras abundâncias frenéticas desta geração.

A trama é o pilar que sustenta, com tranquilidade, a simples jogabilidade do título. Você provavelmente jogará o game para conhecer seu desfecho, mas felizmente não faz tudo isso de graça. A interação é bem dosada e se adéqua perfeitamente a proposta de Heavy Rain.

Totalmente envolvente

Mas, então, como funcionam os minigames? Bem, imagine um sistema semelhante ao de God of War, mas mais complexo e elaborado. Os comandos aparecem na tela da maneira quase convencional, mas alguns exigem ações diferentes das outras. Em determinados momentos, o jogador tem de movimentar o analógico com cuidado, por exemplo, para que o personagem não quebre um dos pratos de sua sogra.

Fora isso, Heavy Rain também apresenta minigames em que é necessário pressionar uma cadeia de botões para que a ação seja realizada com sucesso, além de outros. O título ainda traz alguns momentos de exploração, no qual você deve utilizar um óculos especial para encontrar pistas. Em suma, esta pequena variedade é suficiente para a proposta e dificilmente deixará o jogador entediado. Assim como a trama, os minigames também são moldáveis às situações, e podem ser afetados da várias maneiras dependendo dos eventos.

Unicamente excelente

Heavy Rain é um jogo único e chega para comprovar a capacidade do, algumas vezes subestimado, entretenimento eletrônico. Ao contrário do que muitos pensam, os games podem sim criar uma empatia com o jogador, despertando sentimentos distintos dos rótulos associados aos video games.

O visual, tecnicamente falando, e a trilha sonora também colaboram para esta difícil missão que vem sendo constantemente exaltada por David Cage, diretor do título. Heavy Rain possui texturas e efeitos de tirar o fôlego, principalmente na modelagem fiel dos personagens.

Há um grande número de detalhes que surgem simultaneamente na tela, e algumas vezes parecemos mesmo estar assistindo a um filme. Quanto ao áudio, o título também surpreende. O game traz consigo várias faixas que se encaixam perfeitamente aos momentos e aos sentimentos do personagem. Em poucas palavras, uma trilha digna de cinema.

Reprovado

O que espantou o video game brasil... No mau sentido.

A escolha mais difícil desta análise não está no jogo

Heavy Rain é um título diferente e inaugura um novo gênero: drama interativo. Portanto, conforme já comentamos, não se trata de um jogo para todos. Além disso, existem sim alguns outros probleminhas que atrapalham a decolagem do título. Primeiramente, andar se tornou complicado. A desenvolvedora mapeou os controles de maneira estranha — você segura o R2 para andar e movimenta seu personagem com o analógico direito — e isso pode causar alguns problemas em certos momentos.

Além disso, o nível de screen tearing é alto, principalmente nas situações em que há bastante movimento. Alguns furos no roteiro também incomodam, mas não entraremos em detalhes para não estragar sua experiência.

Ele anda melhor que você

Conclusão

Vale a pena?

Se você está cansado de atirar, atirar, atirar e atirar, então compre Heavy Rain. Se você procura por um jogo distinto, que mal consegue ser classificado, então compre Heavy Rain. Se você deseja há tempos um título com uma história forte e completamente imersiva, então compre Heavy Rain. Ou seja, se você conta com um PlayStation 3, compre Heavy Rain.

segunda-feira, 1 de março de 2010

É difícil demonstrar o potencial de Peace Walker em vídeos, afirma Kojima.

Não se pode demonstrar o vigor de PW em vídeo. Em outras palavras: compre o jogo!Hideo Kojima, idealizador da série Metal Gear, recentemente choramingou via Twitter sobre a impossibilidade de demonstrar o quão inovador e interessante Peace Walker — spin-off a ser lançado para PSP — através de vídeos. Como analogia, o designer sita Avatar, o estrondoso sucesso de James Cameron.

“É difícil mostrar o interesse e o vigor de Peace Walker através de um vídeo. Avatar, de Cameron, foi um grande ‘hit’ graças ao seu vídeo 3D. Isso não pode ser comunicado através de um texto ou trailer. É algo que não se pode ser compreendido a menos que você experimente por si mesmo em um cinema”, afirma Kojima.

Em outra mensagem, o designer falou sobre o possível “5” que foi considerado para Peace Walker. “Não é como se o PSP fosse a plataforma principal para o futuro da série MGS. Peace Walker é apenas um teste para ver que tipo de expansão é possível caso MGS seja colocado em um portátil”, diz Kojima. “Nós não estamos crescendo verticalmente com o desenvolvimento para a próxima geração de sistemas, mas horizontalmente, na tentativa de expandir a jogabilidade”.

Metal Gear Solid: Peace Walker deve chegar às prateleiras japonesas durante o próximo mês de abril, seguindo para os Estados Unidos e Europa nos dias 25 e 28 de maio, respectivamente.

Microsoft já quis a Blizzard, mas não conseguiu.

Você gosta da Blizzard e dos jogos que ela produz? Se a resposta for sim, saiba que a empresa responsável por nomes como Diablo, World of Warcraft e StarCraft escapou das garras da Microsoft duas vezes. Sim, a companhia que tem em seu cinturão o Xbox 360 e o Windows já tentou comprar a Blizzard duas vezes, mas sem sucesso.

Conversa sincera

Quem afirmou isso foi Ed Fries, antigo vice-presidente da Microsoft Game Studios, durante entrevista para a revista EDGE. Foi sob a tutela de Fries que a empresa abocanhou outros nomes como Rare, Bungie (a desenvolvedora de Halo) e até mesmo a Ensemble Studios.

Hoje, Ed cuida da construção de figuras personalizadas de World of Warcraft. Para quem não sabe, é possível encomendar uma estatueta feita com base no seu personagem do lado virtual das coisas...

Metal Torrent

Há pessoas que estão aguardando ansiosamente pela chegada do Nintendo DSi XL, a versão maior do portátil de última geração da "Big N". No evento conhecido como Nintendo World Summit, que ocorreu em San Francisco, a empresa teve a oportunidade de apresentar uma série de novos títulos para a DSiWare, a rede online do pequeno console.

Um deles foi Metal Torrent, um simples game de tiro no melhor estilo "shoot-'em-up" (semelhante ao glorioso Space Invaders) que oferece bons desafios àqueles que buscam um jogo compacto e divertido. Aos bandos, os inimigos não param de atacar e uma quantidade ridiculamente grande de projéteis invade a tela superior do DSi.

Uma boa dinâmica

Apesar de causar um efeito nostálgico nos jogadores que já tiveram a oportunidade de experimentar games com naves e disparos frenéticos, o título da Akira conta com algumas peculiaridades. Escapar dos tiros inimigos é importante, mas tomar dano não é algo que causa a destruição instantânea do veículo controlado. A nave do gamer conta com uma barra de energia que pode ser recuperada com a coleta de pequenos cubos provenientes da aniquilação dos oponentes.

Dois modos de jogo — Pattern e Random — oferecerão desafios satisfatórios aos usuários do console da Nintendo. Em Pattern (em português, Padrão), os inimigos surgem em ondas em fases que, com o tempo, podem ser memorizadas pelo jogador. Por outro lado, o modo Random (Aleatório) é bem mais desafiador, visto que envia inimigos de forma completamente aleatória.

Haverá a chance, ainda, de escolher a nave controlada. Enquanto a Accipiter conta com um modo de disparo em cone e bombas inteligentes, a Bateleur é equipada com armas que disparam de maneira menos abrangente e um dispositivo que envia raios laser para os inimigos. É claro que o botão de disparo deverá ser pressionado na maior parte do tempo, principalmente para quem busca atingir o maior número de pontos possível.

Simples, mas suficiente

Para um título destinado exclusivamente à rede online do DSi, Metal Torrent é desafiador. A luta com o chefe final será bastante interessante, mas um dos pontos fortes do título é o envio de pontuações a quadros de listagem online.

Além disso, os desenvolvedores afirmaram que haverá a possibilidade de fazer o upload de replays com os melhores desempenhos do jogador. Dessa forma, outros gamers conseguirão assistir os clipes, conferindo diferentes maneiras de superar uma determinada etapa.

Ainda há poucas informações sobre o jogo, mas espera-se que os visuais vibrantes, os sons cativantes e a jogabilidade tradicional valham a pena. Metal Torrent será disponibilizado digitalmente ainda no segundo trimestre de 2010.

Rock Band: Atualizações da Semana.

A Harmonix confirmou as faixas que serão disponibilizadas na atualização desta semana da franquia Rock Band para os consoles Xbox 360, PlayStation 3 e Wii. Desta vez a atualização traz o retorno de Disturbed, com o segundo pacote de músicas do grupo, além de singles das bandas The Mother Hips, Silversun Pickups e TRUSTcompany.

Como de costume, as trilhas chegam primeiro no Xbox 360 e Wii, no dia 2 de março, e depois na PlayStation Network — dia 4. Cada música sai por US$ 1,99 ou 160Microsoft Points(MS Points), ou ainda, 200 Wii Points.

Os usuários do Xbox 360 e PS3 também podem optar pela compra do pacote inteiro. O Disturbed Pack 02 fica por US$ 5,50 ou 440Microsoft Points (MS Points).

*As faixas que recebem estes selos LEGO Rock Band Tracks também estão disponíveis para o jogo LEGO Rock Band.


Disturbed Pack 02

Xbox 360, Wii (02/03) e PS3 (04/03)

The Mother Hips

Xbox 360, Wii (02/03) e PS3 (04/03)

  • "Third Floor Story"

  • "White Falcon Fuzz"LEGO Rock Band Tracks

Silversun Pickups

Xbox 360, Wii (02/03) e PS3 (04/03)

  • "Panic Switch"

  • "Sort Of"LEGO Rock Band Tracks

TRUSTcompany

Xbox 360, Wii (02/03) e PS3 (04/03)

  • "Downfall"LEGO Rock Band Tracks
Novos detalhes sobre Xenoblade.

Xenoblade: sucessor espiritual da série Xeno? Talvez esteja mais pra sucessor comercialA mente por trás da série “Xeno” (Xenogears e Xenosaga), Tetsuya Takahashi, recentemente divulgou novas informações sobre sua nova criação, Xenoblade. Em primeiro lugar, o designer afirma com todas as letras: não se trata de uma sequência da série “Xeno”.

Segundo Takahashi, a escolha se deve ao fato de “Xeno” ser hoje um símbolo entre os jogadores — leia-se: uma marca com apelo comercial inegável —, e portanto ele gostaria do termo em todos os seus projetos. Entretanto, “o mundo, a história e os outros elementos do jogo não têm relação alguma com os outros títulos da séria. É algo completamente novo”, afima Takahashi.

A mudança de estilo se deve ao que o designer chamou de “beco sem saída” da série, que sempre foi focada em cenários e acontecimentos — na narrativa linear. Dessa forma, o projeto de Xenoblade seria também uma reavaliação das origens do RPG, a fim de tornar a aventura mais livre e divertida. Mas o criador também promete que o termo “Xeno”, que significa “natureza única” ou “singularidade”, tem sim uma ligação com a temática do jogo.

Dois deuses mortos, um mundo de jogo

A propósito, a história que embala Xenoblade se passa há diversos milênios, e envolve o que restou da batalha entre dois deuses colossais. Ao final do confronto, sobraram apenas os dois corpos da divindade; corpos que se tornaram então o mundo de jogo. Uma curiosidade: o comprimento total do mundo de jogo, segundo Takahashi, equivale ao Japão.

A história começará pelo pé de um dos corpos, e a ideia é subir até a cabeça. Cada parte do mundo deve ter ainda uma correspondência direta com a parte do corpo do deus que representa, o que pode até incluir partes interiores dos corpos — tá, pode tirar esse sorriso malandro do rosto. Cada um dos corpos deve ainda trazer estilos próprios, um focado em ambientes orgânicos, e o outro trazendo uma utopia mecanicista. Segundo Takahashi: “É simples — a luta contra as máquinas que ameaçam a paz da humanidade”.

Tahakashi afirma que a ideia dos deuses surgiu após uma reunião sobre Soma Bringuer, RPG para DS também desenvolvido pela Monolith (lançado apenas no Japão). Logo em seguida, o designer seguiu para o seu escritório a fim de criar o primeiro documento de design sobre o título. "Achei que seria legal se aventurar pelo corpo de um deus gigante”. Na sua totalidade, o jogo deve apresentar entre 50 e 60 horas de jogo, excluindo-se missões paralelas.

Liberdade sem Loadings

Tetsuya Takahashi diz ainda que não serão encontrados os famigerados “loadings” em Xenoblade. Aparentemente, a proposta do título se aproxima muito mais do estilo “sandbox” de GTA — a tradicional liberdade para ir e vir. Para o designer, o que passa a impressão de um mundo vivo é justamente a representação de um mundo em larga escala, como em um MMORPG.

Entretanto, será uma liberdade, digamos, assistida. Isso porque o game manterá sempre um registro sobre aonde se deve ir em seguida — tanto na história principal quanto nas missões paralelas. Também está previsto um sistema de teletransporte para áreas previamente visitadas.

Em relação às batalhas, o que aparece é algo bastante semelhante a Final Fantasy XII. Simplesmente não há transição entre as telas de exploração e batalha do jogo. Isso significa que uma batalha sempre poderá receber monstros adicionais durante o seu decurso.

No mais, Takahashi menciona ainda que três personagens participarão de cada luta, sendo dois controlados pela inteligência artificial do jogo e um pelo próprio jogador através do sistema “arts”, que representa diversas habilidade aprendidas durante o jogo, incluindo ataques e cura.

O lançamento japonês de Xenoblade deve ocorrer durante o próximo outono brasileiro. Nenhuma data ocidental foi cogitada até o momento. Aguarde novidades.

God of War III em primeira pessoa? Confira esta e mais bombas.

God of War III é o grande jogo deste mês — e provavelmente do ano todo. Como se não bastasse a ansiedade de todos os jogadores que possuem um PlayStation 3 e já babam com a versão demonstrativa do game, liberada recentemente na PSN, a Sony decide deixar os fãs ainda mais malucos, divulgando mais novidades.

Primeiramente, foi confirmado que o game terá mesmo uma visão em primeira pessoa. Mas, ao contrário do que se imagina, o jogador não poderá sair arrebentando todo mundo na visão de Kratos. Em vez disso, você encarnará os inimigos do Fantasma Espartano, notando como é ser aniquilando pelo poderoso guerreiro. Tudo indica que termos um efeito realmente bacana, podendo sentir na pele, quase que literalmente, como é ser um inimigo de Kratos.

Pura loucura

Para saciar sua vontade, reservamos um novo comercial que está circulando na televisão européia — e na internet, é claro. Nele é possível ver alguns trechos inéditos do game, como quando Kratos auxilia Gaia e outros titãs. Para os usuários europeus, a Sony também confirmou a data de lançamento em Portugal e em outras regiões do continente: 19 de março.

Ainda tem mais

Impressionado? Há quem diga que os trailers do game superam até mesmo as épicas produções em CG de God of War II, que também eram de arrancar o fôlego. Mas, prepare-se, pois outra bomba vem aí.

Recentemente, Bruno Velazquez, um dos membros da Sony Santa Monica, responsável por GoW III, revelou que boa parte das cut-scenes do game serão renderizadas em tempo real. Ou seja, nada de CGs, o que demonstra o poder gráfico da engine.

Velazquez comenta que todas as cenas foram criadas com o motor do jogo, mas, mesmo assim, algumas tiveram de ser gravadas em vídeos por serem “muito épicas”. Com isso, Kratos aparecerá como realmente está nas cut-scenes do game — usando uma roupa bônus, por exemplo.

Mais um pro brejoÉ importante ressaltar que com a ausência de CGs sobra mais espaço para conteúdo do próprio jogo. Assim, teremos uma experiência mais duradoura e, possivelmente, com ainda mais detalhes. Vale lembrar que God of War III irá utilizar um Blu Ray de camada dupla.

Infelizmente, nem tudo é maravilha. Stig Asmussen, diretor de GoW III, revelou que pretende “deixar a franquia dormindo” por algum tempo. Segundo ele, a franquia merece ser preservada, por isso não lançará jogos da série a cada dois ou três anos. Uma boa maneira de deixar-nos ainda mais ansiosos.

God of War III chega no dia 16 março, exclusivamente para PlayStation 3.

Confira mais detalhes de Castlevania: Lords of Shadow.

A edição deste mês da revista Player já está nas bancas, recheada de informações a respeito do novo Castlevania, que carrega o subtítulo Lords of Shadow. Trata-se de um jogo com cenários abertos em 3D, distanciando-se da tradicional perspectiva lateral dos jogos para Nintendo DS.

Vencendo as barreiras iniciais

De acordo com os relatos trazidos pela revista, demorou um pouco até que a Mercury Steam pudesse finalmente seguir adiante com o projeto. Primeiro eles demonstraram parte do jogo rodando para o pessoal da Konami, mas houve muito receio de que a releitura de Castlevania em 3D pudesse não dar certo, assim como os jogos passados.

Esse foi o motivo pelo qual o game foi anunciado inicialmente apenas como Lords of Shadow. Entretanto, em uma nova demonstração, quem estava presente na sala era Hideo Kojima (o criador de Metal Gear) que se entusiasmou e quis dar suporte imediato ao time de desenvolvimento.

A influência de Kojima

O suporte de Kojima não é uma entrada direta, mas sim uma supervisão geral sobre o todo. Ele diz tudo o que pode ser melhorado de acordo com a sua visão, não apenas na jogabilidade e nos gráficos, mas também nos departamentos de marketing e na própria narrativa da história.

E se o assunto é a história, a promessa é de que ela seja bem mais envolvente (mostrando até mesmo uma relação amorosa) do que a vista em outros jogos do gênero, a exemplo de God of War e Devil May Cry.

Ação de ponta a ponta

A ideia inicial era reconstruir o Castlevania original, algo que Castlevania IV para SNES já fez. Logo, eles estão tentando dar mais vida ao universo do game, com detalhes nunca antes vistos e inspiração direta nos clássicos da era 16-Bits. Como resultado, teremos um jogo focado na ação e em plataformas, com muitos saltos, piruetas e uso do chicote para ainda mais manobras.

Em termos de combate, o foco será a estratégia dos golpes e não o famoso “Button mashing”, levando em consideração a fraqueza de cada um dos oponentes. As armas de Gabriel (o protagonista) poderão ser melhoradas, sem contarmos o fato de que ele encontrará relíquias pelo caminho — algo já feito por outros clássicos da série, como Symphony of the Night.

Destino: E3 2010!

O time de desenvolvimento afirmou que o jogo está de 70% a 75% pronto, o que significa que eles podem jogá-lo de ponta a ponta, pois tudo já está em seu devido lugar. O objetivo agora é adicionar uma camada extra de acabamento nos visuais, nas mecânicas de combate e de exploração dos cenários e na própria jogabilidade.

Não haverá qualquer cena CGI no game, tudo será gravado do próprio motor gráfico, técnica já empregada por muitos outros games desta geração de consoles. É provável que as grandes revelações (principalmente a respeito das máscaras) venham junto com a edição 2010 da E3, a grande feira de jogos.