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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Crackdown 2

Muitos afirmam que Crackdown nunca recebeu a devida fama. O título ganhou mais notoriedade por conta da promoção que concedia convites para o multiplayer beta de Halo 3 do que pelo jogo em si; uma pena, já que Crackdown realmente possui méritos próprios.

Agora, a continuação produzida pela Ruffian Games pretende mostrar para todos porque Crackdown merece ser respeitado. Para tanto a empresa aposta na divertida dinâmica de jogo, com mundo aberto e um sistema de progressão envolvente e recompensador.

Recentemente o título fez uma conturbada aparição na Microsoft X10 — evento realizado no dia 11 na cidade de São Francisco — e revelou um pouco mais da sua jogabilidade em uma demonstração especial. Dividida em duas partes, a demo mostrou como o jogo é flexível, alternando entre as missões da campanha e o modo livre (sandbox), que se mostrou extremamente divertido e par com o que fora apresentado no primeiro jogo.

Maior, melhor e sem censura!

A primeira parte da apresentação acompanhou as missões da campanha, conforme um agente — de nível relativamente baixo, ou seja, antes de acumular dezenas de orbes de evolução — tenta infiltrar-se na base de um grupo terrorista chamado The Cell.

Os membros dessa organização acreditam que a Agency (da qual você faz parte) é a grande responsável por uma epidemia de zumbis que assola a cidade. Como você limpou a cidade de todas as gangues (durante o primeiro jogo), os zumbis e a Cell, são os únicos antagonistas desta nova aventura.

O objetivo principal da sua missão é recuperar uma valiosa tecnologia que os terroristas roubaram da Agency. Durante a demonstração ficou claro a nova estrutura de missão, que agora engloba a resolução de vários objetivos principais, além dos secundários.

"Já tava  assim quando eu cheguei!"Ao contrário do que acontecia no primeiro título que apresentava uma dinâmica mais limitada, Crackdown 2 possui mais variedade dentro de uma mesma missão — que por sinal vem acompanhada de mais história (algo muito superficial no primeiro).

Uma volta por Pacific City

Terminada a senda principal, os desenvolvedores passaram para a segunda parte da demonstração, que exibiu o mundo de Crackdown 2 em toda a sua glória. Além de um extenso mapa a ser explorado, Crackdown 2 também conta com um ciclo de dias e noites que trazer mudanças significativas a cidade, especialmente quando a noite cai.

Sob o manto negro da noite os monstros saem de seus esconderijos e tomam conta das ruas da cidade, transformando-a em uma filial do inferno. O produtor da Ruffian, James Cope, mostrou como um pouco da jogabilidade dentro desse cenário apocalíptico e atrás do volante de um carro da Agency, Cope, mostrou pouco ou nenhum respeito pelas leis de transito, transformando os pobres zumbis em sujeira presa ao pára-choque do carro.

John Noonan, designer chefe da Microsoft Game Studios, também estava presente na demonstração e afirmou que conforme a trama avançar para a sua conclusão o jogador terá que enfrentar criaturas mais poderosas, sugerindo inclusive a possibilidade de alguns zumbis serem ex-Agentes infectados.

Crackdown pode não ter chamado muito a atenção quando foi lançado, mas seu sucessor deve reivindicar uma fama maior. Se você gostou do primeiro, trata-se de uma nova volta pelas ruas de Pacific City. Se não conhecia o original esta é uma boa oportunidade para juntar-se a Agency. Crackdown 2 ainda não tem data de lançamento definida, mas deve chegar às lojas ainda este ano.

Fable III

Quem acompanhou as notícias acerca de Fable III viu Peter Molynuex — o criador e diretor da série — provocar muito antes de liberar informações concretas a respeito do game e das mudanças que entrariam em cena. Como de costume, a palavra chave foi inovação e ambição, com a promessa de que agora viria uma revolução.

Em uma das entrevistas Peter chegou até mesmo a dizer que as revelações deixariam muitos dos jogadores irritados. Mas qual o motivo de tantos comentários? Será que teremos uma revolução em Fable ou trata-se apenas de uma manobra para promover o título? Descubra!

Destrua a tirania

Cerca de cinquenta anos se passaram desde a última aventura nas terras de Fable. Os cenários calmos e campestres cercados pela natureza aos poucos foram se perdendo em meio à nova invasão com a qual os jogadores de Fable III se depararão: a grande revolução industrial. As terras foram dominadas por um rei tirano que colocou crianças para trabalhar pesado nas fábricas. Cabe então a você reverter esta situação.

A primeira metade do novo Fable será sua jornada rumo ao poder, enquanto a segunda — e mais misteriosa — porção dará a você a escolha do que fazer com o poder do rei. As mesmas regras permanecerão em vigência ou a paz aos poucos retornará, enquanto escolas e a natureza são recuperadas?

Remando contra a maré

Enquanto grande parte dos jogos (até mesmo aqueles que não são RPGs) vem adotando o sistema de nivelamento por pontos de experiência — o que é o caso até mesmo de alguns dos FPSs mais quentes do momento, como Call of Duty: Modern Warfare 2 — Fable III irá abandoná-lo por completo.

Em seu lugar entra o número de seguidores que seu personagem possui no momento, algo que faz todo o sentido, dada a proposta de fama e de poder trazida pela continuação.

O poder do toque

A influência de seu personagem sobre os demais será bem maior desta vez, graças ao sistema “Dynamic Touch”, ou melhor, de toques. O que isso significa? É muito simples: seu herói agora poderá interagir com os outros os tocando, seja pegando pela mão, fazendo carinho (no caso de uma relação entre pai e filho) ou até mesmo empurrando.

Na demonstração exibida durante a X10 (evento da Microsoft) Peter Molyneux demonstrou duas situações específicas. Na primeira, você acalmava uma criança para que ela prosseguisse em sua companhia. Na segunda, você andava de mãos dadas com um andarilho, convencendo-o a segui-lo até uma fábrica.

Depois de cruzar os portões, o pobre mendigo percebe que está sendo levado apenas para ser vendido como um escravo, ponto no qual ele começa a relutar e força o seu personagem a usar os músculos...

Força sem precedentes

O sistema de combate manterá a mesma proposta vista no jogo anterior, isto é, de facilitar a vida do jogador e de tornar a experiência mais emocionante. Para tal, os golpes complexos serão todos eliminados, permanecendo em cena apenas o sistema básico de combate, que requer apenas um botão.

Molyneux justificou tal decisão citando que poucos jogadores aproveitaram ao máximo o segundo game. A velocidade e a força dos golpes são ditadas pelo tempo que o botão permanece pressionado, sem haver limites para força final (se você segurar o botão por um bom tempo, o resultado será um ataque devastador). As magias e os ataques distantes permanecem, com direito ao mesmo tratamento de jogabilidade e de carregamento de força.

A violência está no seu sangue

Mas afinal de contas, como você utilizará seu poder? Os que optarem pelo caminho escuro dos assassinatos sem propósito logo se depararão com personagens mais sinistros, algo já explorado pelos jogos anteriores. A novidade é que a sua arma sofrerá mutações junto com você.

Guerreiros sem escrúpulos terão armas que pingam sangue o tempo inteiro, enquanto os corajosos e corretos carregarão auras brilhantes, que aumentam de tamanho com o aumento do alinhamento. Aqueles que se aproximarem dos níveis máximos de alinhamento ainda terão a oportunidade de ver suas armas “cantando” a respeito de seus feitos, sejam eles bons ou ruins.

A influência da arma

De acordo com o tipo de ataque utilizado, a arma terá sua forma modificada, ficando mais larga e pesada ou mais pontuda, para penetrar armaduras. Por fim, o tipo de equipamento escolhido é que define as características físicas do guerreiro, ou seja, armas pesadas o tornarão um brutamonte, enquanto adagas e outras lâminas mais leves tendem a deixá-lo magro e ágil.

Novamente, a decisão da equipe da LionHead Studios e do próprio Peter Molyneux decorreram das dificuldades encontradas com Fable II. De acordo com eles, a troca e a obtenção de novas armas é um processo tedioso (até mesmo a criação é chata), logo, é melhor deixar que os jogadores criem suas próprias “feras” jogando da forma como acharem mais adequada.

A interação online

Depois de toda a devoção à forja de uma espada perfeita, você pode muito bem resolver se livrar do equipamento, vendendo-o online para um jogador qualquer, que continuará a torná-lo ainda mais forte. Embora o comércio e a troca já tenham sido confirmados, mais detalhes a respeito de como tudo será feito — seja por meio de mensagens ou de uma casa de vendas — não foram revelados.

Chegamos então a outro ponto crucial de Fable III: as partidas online em modo cooperativo. Os jogadores serão convidados uns aos mundos dos outros, podendo carregar consigo suas armas e cachorros. A relação ficará mais íntima, graças à possibilidade do toque (assim como explicado acima para os outros personagens que perambulam pelos cenários).

Se casamento não é o bastante para você, saiba que os personagens não mais ficarão presos uns aos outros, podendo explorar os cenários livremente. Cabe notar que, uma vez que os caminhos tomados durante a história são diferentes, os mundos serão bem distintos entre si.

Pelo que foi mostrado até o momento, Fable III realmente é o mais ambicioso título da franquia, abandonando muitos dos elementos tradicionais para criar uma experiência mais emocionante, com possibilidade de interação pesada entre os jogadores e demais personagens. Tudo permanecerá familiar, mas o que surge é um novo jogo.

Alice in Wonderland

Tim Burton — o diretor que tem em seu currículo obras como Batman Forever e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet — está na ativa, cuidando do que parece ser uma das mais curiosas, divertidas e misteriosas adaptações literárias já feitas na história dos cinemas: Alice no País das Maravilhas.

A releitura está praticamente pronta, com previsão de chegada para abril deste ano aqui no Brasil. Mas as telonas não vão ser o único local de espetáculo, afinal de contas, o diretor está trabalhando pesado com a Disney para trazer até vocês dois jogos: um para o Nintendo DS, com gráficos 2D e perspectiva lateral, e outro para o Wii, com gráficos de ponta e cenários realmente pirados.

A inspiração na obra é clara, com uma saturação considerável nas cores e todos os elementos que a tornaram um sucesso ao redor do mundo.

Você não é a Alice...

A primeira coisa que você deve saber é que Alice não é o seu nome, não nesse jogo. Sua função aqui é proteger a garota de cabelos dourados, utilizando para tal um verdadeiro arsenal de personagens que figuram na trama do livro e do filme.

Alguns dos exemplos mais famosos incluem o Chapeleiro Maluco (Mad Hatter), Dormidongo (Dormouse), Coelho Branco (White Rabbit), a Lebre de Março (March Hare) e o Gato Risonho (Cheshire Cat). Cabe notar que cada um deles possui uma habilidade peculiar, que os torna úteis de acordo com cada quebra-cabeça que surge pelas partidas.

Pense em poderes como remoção de objetos do cenário (caso do Gato Risonho), alteração de perspectiva (de cenas em 3D para visão completamente lateral em 2D) e até mesmo a famigerada manipulação do tempo, o que abre espaço para muita diversão. A ação estará presente, mas é inegável que será exigida uma boa linha de raciocínio dos jogadores.

Segundos para o seu fim

Como já mencionado, você deve sempre proteger Alice, que é na realidade um personagem controlado pela inteligência artificial do game. Ela estará sempre perambulando pelos cenários (assim como a sua parceira em Resident Evil 5), enquanto você resolve os problemas mais sérios.

Entretanto, caso ela seja apanhada, será iniciada uma espécie de contagem regressiva. Se você salvá-la a tempo, a história prossegue normalmente. Caso não consiga, prepare-se para tentar passar de novo pela mesma parte da fase.

A aventura aos poucos está tomando a forma de uma grande produção. Sim, tivemos muitos jogos péssimos baseados em filmes, entretanto, depois de games como Batman, vemos que ainda há motivo para termos esperança em adaptações, ainda mais com a mente criativa de Tim Burton por trás dos bastidores. Fiquem ligados para mais novidades em breve!

Halo: Reach

Brian Jarrad, gerente de comunidade da Bungie, e o diretor de criação, Marcus Lehto, fizeram uma apresentação especial de Halo: Reach durante a Microsoft X10 — evento realizado no dia 11 de fevereiro na cidade de São Francisco.

Este prólogo da série mostrará a história de sacrifício e honra do esquadrão de Spartans, Noble Six (os Seis Nobres), em sua luta pela defesa do planeta Reach. No entanto, o destino de Reach já está selado.

A mitologia do universo Halo já contou a história da última linha de defesa dos humanos contra as hordas invasoras do Covenant — como visto na livro, The Fall of Reach. Mas a Bungie percebeu que apesar do final sombrio Reach possuía uma história muito rica para ser esquecida.

Os seis nobres

Lehto explica que você assumirá o papel de um dos membros do esquadrão Noble Six, formado exclusivamente por Spartans (vale lembrar que Reach é a base que sediou o programa Spartan, que mais tarde daria origem ao notório Master Chief).

O diretor da Bungie aponta que apesar de fazerem parte do mesmo programa que Master Chief (um Spartan modelo 2), os membros do Noble Six são bem diferentes, já que são modelos mais ultrapassados (Spartan 3).

Entretanto, o que eles perdem em tecnologia eles ganham em recursos táticos, já que trabalham em equipe. Além disso, os membros do Noble Six também possuem uma capacidade surpreendente de adaptar-se ao ambiente e a situação, criando soluções para os problemas em questão. Pede pra sair!

A Bungie aproveitará Reach para explorar vários elementos pouco abordados da mitologia Halo, especialmente os elementos do programa Spartan, além de reintroduzir a ameaça Covenant, começando pelos Elites.

A ideia é fazer com essas criaturas transformem-se em algo muito mais ameaçador, cuja fama bélica é capaz de causar terror antes mesmo de aparecerem na tela. Retomando o tom ameaçador que o Covenat apresentava nos primeiro títulos da franquia.

Do zero

O representante da Bungie também aproveitou a oportunidade para expor alguns dos processos técnicos utilizados no desenvolvimento. Segundo Lehto, a engine Halo foi totalmente desconstruída e retrabalhada para acomodar mais detalhes nos modelos dos personagens e ambientes, além de produzir animações mais realistas.

Outro aspecto gráfico de destaque é o âmbito, a escala, dos cenário. A demonstração realizada na X10 revelou mapas do modo multiplayer com grande quantidade de detalhes e uma visão de distancia realmente impressionante.

Para se ter uma idéia do escopo a Bungie afirma que as batalhas poderão abrigar até quatro Spartans, oito fuzileiros e mais de 30 Covenants. Para reforçar o conceito de que as batalhas são épicas e que o jogador estará imerso no ambiente, a Bungie explora o design sandbox, com maior liberdade de ação e menos eventos pré-definidos.

É faca na caveira galera!Os desenvolvedores querem deixar claro que os jogadores poderão explorar as situações da forma que acharem mais interessante, sendo que esta maneira de agir resultará em reações diferentes.

A Bungie não está poupando esforços e deixa bem claro que Reach será o melhor jogo de toda a série. As melhorias gráficas e sonoras (o som também foi retrabalhado para tornar-se mais intimidante) já são evidentes, agora resta apenas esperar pelo multiplayer beta para conferir algumas das inovações da jogabilidade.

Halo: Reach ainda não tem data de lançamento definida, mas o multiplayer beta tem início no dia 3 de maio a quem possui o jogo Halo: ODST.

Yakuza 3

A franquia Yakuza traz boas recordações aos fãs do PS2. A série que sempre foi popular no Japão vem ganhando cada vez mais espaço no ocidente. Depois da chegada de Yakuza 2 (em setembro de 2008, quase dois anos após o lançamento original no Japão) é a vez de seu sucessor, Yakuza 3, aportar por aqui.

Na verdade Ryū ga Gotoku 3 — como é conhecido na Terra do Sol Nascente — já foi lançado há um bom tempo, em fevereiro do ano passado para ser mais exato, mas somente agora recebe um lançamento oficial fora das terras nipônicas.

Yakuza 3 dá continuidade à jogabilidade que consagrou a franquia no PS2, mas agora respaldada pelo poderio técnico do Playstation 3. O cenário é a região de Kamurocho — uma fiel recriação da zona boêmia de Tóquio, Kabukicho — e Kazuma Kiryu, o “Dragão da Família Dojima”, esta de volta e com sede de vingança.

Depois de conferir uma “enigmática” versão demonstrativa em japonês, a equipe do Baixaki Jogos finalmente pode conferir a versão que será lançada no ocidente (no dia 9 de março de 2010), com direito a dublagens em japonês com legendas.

A mesma coisa

Na realidade trata-se da mesma demo japonesa lançada em fevereiro de 2009, mas traduzida. Você poderá explorar um peque trecho de Kamiyacho, com direito a muita pancadaria e alguns dos minigames típicos da série.

Como de costume as cenas cinematográficas (cutscenes) são o destaque do jogo. Os gráficos apesar de limitados são bem trabalhados, e oferecem uma boa quantidade de detalhes, porém nas animações a qualidade é muito maior e realmente impressionam o jogador.

Para quem não conhece a série Yakuza vale destacar que a dinâmica de jogo é bem similar a de GTA, você perambula pelo mapa até encontrar pontos que ativam diferentes missões. Por isso o cuidado da Amisement Studio na criação de um cenário envolvente e realista.

Ops! Foi mal ai  cara, meu braço escorregou.Você poderá conferir o bom tratamento dado pela desenvolvedora nos ambientes urbanos. As ruas são povoadas com vários transeuntes, que reagem de forma bem natural, desviando de Kazuma, ou mesmo se estatelando no chão após um encontrão.

Em linhas gerais tudo foi melhorado, porém a essência continua a mesma, o que transparece um clima próprio da geração passada, um estilo old school. A pancadaria desenrola-se no melhor estilo “beat-em-up”. Quem teve a oportunidade de conferir Yakuza Kenzan (nunca lançado no ocidente) não terá dificuldades para adaptar-se ao sistema de combate.

Os jogadores que só conhecem a dinâmica de Yakuza 2 encontraram muitas novidades, porém nenhuma delas realmente altera a estrutura presente nos jogos anteriores. Uma dessas novidades é a possibilidade de mapear diferentes armas ao direcional do controle. Na demo estão disponíveis somente três: nunchaku, bastão e soco-inglês, mas pode-se conferir perfeitamente o estrago causado por cada uma delas.

Os fãs da série certamente encontraram mais uma bela edição da franquia, para quem não conhece esta é uma boa oportunidade para ser apresentado a “família”. Yakuza 3 é divertido, mas os jogadores mais exigentes podem ficar decepcionados com a falta de “inovação” do jogo e o estilo retrógrado.

Tudo o que você precisa saber para montar um bom PC em 2010.

Estamos entrando em uma nova década, já rodeados por um bombardeio de tecnologias. Do campo verde (Nvidia), temos nomes como 3D Vision, SLI e outras siglas de virar os olhos. A AMD ATI segue de perto na onda do 3D, introduzindo na mistura também brincadeiras como suporte para múltiplos monitores (Eyefinity) e DirectX 11.

Esses, no entanto, são somente alguns dos nomes quentes que pairam pelas telas de todos, ao menos no mundo dos jogos e dos PCs. Mas falando em computadores, como vai a sua querida máquina? Poderosa, equipada e pronta para os desafios da nova década? Se a resposta for sim, parabéns: siga adiante e corra para aproveitar os seus games prediletos.

Agora, se o seu pobre PC já está “capenga” com aquela placa de vídeo de dez anos atrás, à beira da autodestruição graças ao acúmulo excessivo de poeira e vítima de muitos anos de uso, não se preocupe, pois no especial de hoje traremos dezenas de dicas para aqueles que buscam um novo companheiro, abrangendo principalmente quais são componentes capazes de exibir os jogos com a qualidade que eles merecem!

Entendendo a divisão

Aos apressados, que fique bem claro: a primeira porção do texto será dedicada à explicação do que é necessário atualmente dentro de cada família de componentes, de modo que se obtenha um desempenho minimamente aceitável nos jogos.

Explicaremos também algumas das dúvidas mais frequentes a respeito das diferenças entre os modelos de processadores, velocidades e núcleos, sistemas operacionais e até mesmo acerca da quantidade de memória RAM necessária. Somente depois de detalharmos tudo isso é que chegaremos às configurações mínimas sugeridas para jogos — seção recheada de opções e comentários para quem ainda estiver na dúvida.

Vídeo demonstrativo da tecnologia Eyefinity

Se mesmo depois de tudo isso você continuar perdido, não esquente, pois algumas sugestões “organizadas” estão disponíveis ao fim do texto, separadas de acordo com seus respectivos custos. Pronto para atualizar um pouco seu desejo por um novo computador? Então vamos lá!

Dual vs. Triple vs. Quad vs. Octo

Nem sempre mais cabeças significam maior velocidade

Quando falamos em poder de processamento dos computadores, uma ideia é unanime: quanto mais, melhor! Mas será que esta é realmente uma lógica correta? Tratando exclusivamente dos processadores temos um grande dilema, referente ao número de núcleos de processamento.

Os modelos com apenas uma “cabeça” — tais como os antigos Athlon XP — já não são mais frequentes nos Desktops, tendo um mercado mais forte em ultraportáteis e celulares. Em seu lugar entraram os modelos com dois, três, quatro e até mesmo oito unidades idênticas que trabalham em paralelo processando os dados, garantindo máximo desempenho em situações que exigem gerenciamento multitarefa.

Sem suporte para todos

Porém, muitos dos programas (inclusive jogos) ainda não foram programados para tirar vantagem do processamento em paralelo, utilizando um ou dois dos núcleos na maior parte dos casos. Isto significa que muitas vezes um processador do tipo Dual-Core pode desbancar com facilidade um Octo-Core nos jogos, desde que tenha um ciclo de funcionamento mais elevado (clock).

O próprio Tim Sweeney — da Epic Games — afirmou que a Unreal Engine 3 (de Unreal Tournament III e Gears of War) foi otimizada somente para duas unidades físicas de processamento, tendo pouquíssimos ganhos com mais delas.

A briga do custo e do desempenho

Como elas trazem mais “processadores dentro do pacote”, as variantes com muitos núcleos também tendem a ser mais caras em comparações diretas de clock por clock, além de gerarem muito mais calor, o que exige que suas frequências de operação sejam mais baixas. Logo, não há vantagem imediata na compra delas.

Os modelos do tipo Dual-Core ainda contam com mais espaço para a prática do overclock (justamente pela menor emissão de calor e pela complexidade reduzida na alimentação de energia). Isso acarreta em um ganho praticamente imediato de desempenho, ainda mais em situações complexas, tais como explosões com partículas, muitos inimigos na tela ou ainda no caso de jogos com rotinas avançadas de inteligência artificial.

Entretanto, muita atenção com relação ao overclock: apenas usuários experientes devem tentá-lo, afinal de contas, ajustes impróprios e condições inadequadas de uso podem literalmente fritar o processador (e todo o seu investimento).

E no futuro?

Os sistemas operacionais já vêm mostrando evoluções significativas com relação à utilização de rotinas multitarefa. De tal forma, é no mínimo natural que os desenvolvedores de jogos trilhem um percurso similar, angariando mais das capacidades dos modelos com quatro (ou mais) núcleos. Alguns dos únicos exemplos atuais de jogos que têm código dedicado à utilização de quatro núcleos são Crysis (da Crytek, conhecida pelos seus feitos tecnológicos) e Supreme Commander.

Logo, quem quiser se preparar para a nova onda de aplicativos que virá em breve pode se armar com modelos como o AMD Athlon II X4 620 e o Intel Core i7 860, que oferecem uma boa mescla entre características, velocidade e custos.

Cabe notarmos que enquanto a Intel está levando ampla vantagem em desempenho com a sua nova linha iX de processadores, a AMD dá um banho na concorrente quando o assunto é preço baixo. Não se preocupe, pois a seguir nós mostraremos algumas opções “prontas” de modelos de equipamentos para você comprar.

Placa de vídeo

Este será um dos componentes mais caros do seu computador

Você ainda roda os jogos naquela “MX 440”? Pois é, a cada mês que passar menos jogo serão compatíveis com tecnologias passadas. Muitos dos games recentes trazem como requerimento absoluto o suporte para DirectX 9 e Shader Model 3.0, enquanto outros apelam para o cúmulo de não rodar em nenhuma placa inferior à Nvidia GeForce 8800 GT (ou equivalente da AMD ATI).

Os jogos estão tão pesados assim? A resposta é que sim e você precisa se adequar aos novos tempos. A boa notícia, no entanto, é que as placas de médio custo (mid-range) de última geração estão sendo vendidas a preços bem mais acessíveis do que os vistos no passado, algumas ficando abaixo até mesmo de R$ 450 pelo Mercado Livre.

DirectX 11 ou não, eis a questão...

Para este ciclo de placas de vídeo, quem está atrasada é a Nvidia, que possui apenas a linha 200. Ela traz recursos para imagens em 3D (desde que em conjunto com o kit 3D Vision) e desempenho considerável de acordo com os modelos, mas suporte apenas para DirectX 10. A nova linha (Fermi) tem previsão de lançamento para março, mas as coisas ainda estão bem incertas pelas fábricas.

Fermi é promessa, mas está atrasada

De tal forma, aqueles que quiserem o máximo de tecnologia disponível no mercado devem recorrer à série Radeon HD 5XXXX, da AMD ATI, que por sua vez já tem suporte nativo para DirectX 11, tecnologias de tesselagem de polígonos e outras inúmeras vantagens. Os custos não são tão maiores, ainda mais se levarmos em conta a existência de modelos de médio porte, como o 5770, que será descrito na segunda parte deste especial.

De qualquer modo, se você pretende montar um novo computador a dica é clara: fuja dos modelos mais caros das séries anteriores (tais como as GeForce 9800 GTX ou ainda as Radeon 4870) e invista nos produtos de médio porte deste ciclo, uma vez que eles possuem quase as mesmas capacidades de processamento gráfico e algumas tecnologias novas.

Memória RAM

Não há máximo, mas é bom investir em um mínimo generoso!

A resolução das telas aumenta constantemente, junto com a complexidade das cenas. Mas quem é que cuida de armazenar toda esta informação? Depois da placa de vídeo (que conta com memória gráfica dedicada, algo que veremos abaixo) a próxima vítima é a memória RAM do seu computador, que deve ser capaz de guardar rapidamente uma infinidade de texturas de alta resolução e de devolvê-las com o mesmo desempenho.

Para quem está pensando em montar um computador hoje uma coisa é clara: esqueça 1 GB de memória RAM, pois ele não serve mais. Aliás, já que o assunto é “jogo”, vale mencionarmos que nem mesmo 2 GB conseguem mais dar conta de “todo o recado”, pois muitos jogos já ficarão picotados graças à falta de espaço para o trabalho pesado.

Sendo assim, considere com muito apreço a compra de 4 GB de RAM, uma quantia que não servirá somente para os jogos, mas também para a utilização de programas pesados, como Photoshop e outras variantes da Adobe. Para os mais vidrados em gráficos e qualidade, 6 GB já estão se tornando o alvo, principalmente com a popularização dos pentes de 2 GB de capacidade...

Velocidade e banda

Mas nem só de quantidade é feito o desempenho da memória RAM no computador. Entra em cena também a velocidade de operação (medida em Hertz e mostrada pela especificação do componente) e a banda de transferência com a placa mãe, que é elevada com algumas tecnologias de processadores e placas-mãe.

Não entraremos em detalhes, afinal de contas este não é o foco do especial, mas dê preferência à compra de pentes de memória em paridade tanto de capacidade quanto de velocidade, o que permite a configuração de canais duplos e triplos de comunicação. Se estiver com dúvidas, mais uma vez continue lendo para verificar nossas sugestões mais abaixo.

O sistema operacional

Seguindo a corrente natural do tempo

Você pode se entristecer, muitos não acreditam e outros chegam até a se revoltar, mas não há como negar que o tempo do Windows XP está chegando ao fim — mesmo tendo cerca de 50% de mercado atualmente. O sistema operacional já está muito defasado, tanto em termos de recursos quanto de suporte às novas tecnologias que surgem no mercado (sendo o DirectX 11 uma delas).

O suporte para 64 bits nele também não é dos mais versáteis (não havendo emulação para 32 bits), o que limita muito as opções dos usuários. Para quem não sabe, os sistemas atuais em suas versões “32 bits” conseguem ver um máximo de 4 GB de memória RAM no PC inteiro, estando essa quantia dividida entre sistema principal (com 3 a 3,5 GB) e memória de vídeo.

Por esse motivo, a opção pelas versões de 64 bits é praticamente obrigatória. Mas não há porque temê-las, afinal de contas os sistemas Vista e 7 lidam muito bem com todo este "problema". Os processadores recentes também trazem suporte nativo.

Qual é o melhor?

Mas se a dica é abandonar o navio XP, então para qual os usuários devem migrar? Para o Windows Vista é que não! O sistema apresentou uma série de falhas desde o seu lançamento e mesmo com inúmeras atualizações ele nunca atingiu grande sucesso. Além disso, ele é reconhecidamente o mais lento dentre os três, "pesando" até mesmo para abrir algumas pastas e janelas... Imagine Crysis!

O Windows 7, assim como o Vista, apresenta uma alta taxa de utilização de memória durante a navegação pelo sistema operacional, entretanto ele é bem otimizado, contando com desempenho excelente e com uma interface projetada para rodar bem nos mais variados computadores. Portanto, ele é a escolha do momento para os jogos.

O resumo da obra

Do que é que você precisa para jogar?

Depois de todas estas explicações, nada melhor que algumas sugestões mais claras e objetivas a respeito dos componentes mencionados acima, não é mesmo? Então fique ligado, pois abaixo você encontra de três a quatro recomendações de peças para cada categoria de equipamento, seguidas de suas respectivas vantagens, custos e características.

O preço mostrado representa uma média entre os vendedores do Mercado Livre quando disponíveis, portanto quem for buscá-los nas lojas pode esperar um preço relativamente mais alto. Os itens listados em dólares refletem os preços de lojas internacionais, tais como NewEgg.

Outra observação importante: abaixo não estão listados todos os itens que compõe um computador, mas sim aqueles que têm os maiores e mais diretos impactos sobre o desempenho final nos aplicativos tradicionais e jogos. Confira!

Processadores

AMD Athlon II X3 435

Preço médio: R$ 150,00

Este é um dos mais novos processadores da companhia e também o que oferece atualmente uma das melhores relações entre custo e benefício. Construído em processos de 45 nanômetros, o X3 435 carrega três núcleos de processamento, clock de 2,9 GHz e poder suficiente para rodar games como Crysis e Resident Evil 5 sem titubear.

AMD Athlon II X4 620

Preço médio: R$ 250,00

O preço para esta variante já um tanto mais alto, mas isso se deve ao fato de ele possuir quatro núcleos de processamento (isto é, similar aos Quad-Core da Intel). Sua velocidade de operação é de 2,6 GHz, enquanto a memória cache L2 oferece 512 KB para cada unidade (2 MB no total). Em termos de desempenho nos jogos, ele fica muito perto do modelo X3 435, mas quando o assunto é multitarefa ele se sai melhor.

Intel Core i5 750

Preço médio: R$ 490,00

Se você é fiel à Intel e não pretende colocar um AMD em seu computador, é melhor preparar o bolso, pois a nossa próxima sugestão é o Core i5 750. Embora ele custe quase o dobro, há também um ganho de performance no uso cotidiano, em aplicativos intensos e (pouco) nos games. São quatro unidades de processamento físicas rodando a 2,66 GHz e 8 MB de memória Cache em nível L3.

Intel Core i7 860

Preço médio: R$ 800,00

Sim, este processador já está fora do alcance de muitos, mas é importante a sua presença neste especial: ele carrega todas as tecnologias dos processadores de ponta da Intel (os que custam mais de R$ 1500 por aqui), tais como o HyperThreading e modos turbinados de operação, que desligam alguns dos núcleos para acelerar o clock, algo perfeito para os jogos atuais, como já citado.

Placa-mãe

Gigabyte GA-MA770T-UD3P

Preço médio: US$ 76,99

Esta placa é a companheira perfeita para o seu Athlon X3 435, trazendo suporte exclusivo para memória DDR3, tecnologias que facilitam a realização de overclocks, oito canais de áudio embutidos (onboard), oito portas USB e mais uma pilha de recursos que lhe serão úteis quando os jogos forem abertos.

ASUS M4A785TD-V EVO

Preço médio: R$ 350,00

Os que optarem pelo Athlon X4 encontram nessa ASUS muitas vantagens, apesar do custo ligeiramente maior. A maior de todas é a placa integrada, uma ATI 4200 com saída HDMI, DVI-D e VGA já de fábrica. Há também suporte para CrossFire, a tecnologia que permite ao usuário ligar duas placas de vídeo da AMD ATI para ganhos enormes de desempenho nos jogos.

O resto também é bom: áudio de oito canais, seis portas USB e suporte para até quatro pentes de memória DDR3-1800 em configuração de canal duplo (Dual Channel). Pelo preço, ela certamente vem "carregada"!

ASRock P55 Extreme

Preço médio: US$ 111,99

Partindo para a Intel, temos a ASRock com suporte para padrões de operação 2600 (com overclock) de memória DDR3, suporte simultâneo para Quad-SLI (da Nvidia) e CrossFire através de três slots PCI Express e facilitações para todas as tecnologias carregadas pelos processadores da família i5.

ASUS SABERTOOTH 55i

Preço médio: R$ 769,00

Se o objetivo é subir o orçamento com um i7 860, é melhor ter um bom "berço" para deitar o processador. Nesse caso, nada melhor que a ASUS Sabertooth 55i. A placa possui tecnologias próprias para a dissipação de calor (através de ceras especiais e de ventoinhas silenciosas), uma infinidade de portas e conectores e, mais uma vez, suporte tanto para a tecnologia CrossFire quanto SLI.

Memória RAM

G Skill RipJaws Series 4gb (2 X 2gb) DDR3-1600

Preço médio: R$ 350,00

Se você está pensando em primeiro lugar na economia, este kit com dois pentes de 2 GB cada oferece uma boa quantia de memória, além de ótimo desempenho, dissipadores de calor estilizados e mais espaço, que fica para as próximas melhorias na sua máquina.

Corsair 6GB (3 x 2GB) DDR3-1600

Preço médio: R$ 600,00

Esse é um dos melhores kits de memória do mercado (dado o custo), oferecendo ótimo desempenho e fabricação especial para uso com processadores e placas que suportem configurações em Triple Channel.

Placas de vídeo

Radeon HD 5750 1GB

Preço médio: R$ 450,00

Esta placa de nível de entrada é extremamente compacta, oferecendo ao comprador saídas em padrão HDMI, DVI e Display Port, suporte para DirectX 11, além de 1 GB de memória gráfica. Seu desempenho não é magnífico, mas a maioria dos jogos deve rodar sem problemas em resoluções como 1280x720.

Radeon HD 5770

Preço médio: R$ 570,00

A variante 5770 é muito similar à listada acima, tendo formato mais imponente e um pouco mais de poder de processamento gráfico. A diferença é notável o suficiente para fazer com que jogos como Crysis rodem em resoluções como 1680x1050 — nas configurações gráficas de alta qualidade — com desempenho superior a 40 quadros por segundo (FPS). O investimento de R$ 120 a mais pode fazer muita diferença na longevidade da máquina.

Radeon HD 5870

Preço médio: R$ 1200,00

Esta é uma placa que pode ser considerada como High-End, isto é, voltada a consumidores com alto poder aquisitivo e sede por desempenho. O seu custo é justificado: Crysis pode ser jogado sem problemas em resoluções de até 2560x1600, desde ajustadas adequadamente as propriedades dos gráficos.

Isso significa que você não terá problemas com quaisquer outros jogos e ainda leva para casa todas as tecnologias da última série da AMD ATI. Modelos mais fortes existem, mas eles ainda não valem o investimento.

GeForce GTX 260

Preço médio: R$ 640,00

Os estoques de placas da Nvidia estão cada vez mais escassos, o que alavancou muito os preços para os modelos de ponta. Logo, não temos escolha, a não ser nos contentarmos com o modelo intermediário. A família 200 carrega apenas suporte para DirectX 10, mas temos já disponíveis no mercado os óculos e os monitores especiais para projeções em 3D, além de ferramentas da companhia que "convertem" as imagens dos jogos para o padrão estereoscópico.

Apesar de estarem um ciclo aquém dos produtos da AMD, as placas da linha GTX 260 oferecem bom desempenho (ficando entre as Radeon HD 5750 e 5770) e preço amigável para quem não abandona a Nvidia.

Sugestões

De configurações a PCs montados, nós mostramos o caminho

Ok! Os componentes já foram mostrados, mas agora, com o que mais eu monto o meu computador e quanto ele vai custar? Bem, a resposta varia de acordo com o tanto de desempenho que você planeja ter. Para facilitar a vida de todos, nós tentamos organizar três "montagens" básicas — contendo todos os componentes necessários, exceto pelos monitores.

Elas apresentam preços crescentes, mas em geral correspondem a algumas das melhores combinações existentes nas prateleiras das lojas, sejam elas reais ou virtuais. Pronto para conferir suas opções? Então mãos à obra...

O econômico

Modelo
Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X3 435 150
Placa-mãe Gigabyte GA-MA770T-UD3P 180
Memória 4 GB 1600 - genérica 300
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5750 450
Disco rígido Seagate Barracuda 7200 120
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias 90
Total
1370

Resultado: por menos de R$ 1400 você terá um sistema completo (sem a necessidade de reaproveitar nenhuma peça do PC antigo), capaz não só de rodar todos os seus programas favoritos, mas como também todos os jogos lançados até hoje, ainda que não com todas as opções gráficas ativadas.

O processador e a placa mãe são praticamente uma garantia de overclock para que o máximo de desempenho seja obtido (sem contar na possibilidade de destravar o quarto núcleo do Athlon, algo para os entendidos). É possível investir em modelos mais baratos de placas de vídeo, mas para um jogador essa não é a melhor das hipóteses.

O inteligente

Modelo
Preço (R$)
Processador AMD Athlon II X4 620 250
Placa-mãe ASUS M4A785TD-V EVO 350
Memória G Skill RipJaws Series 4gb DDR3-1600 350
Placa de vídeo AMD ATI Radeon HD 5770 570
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete ATX 4 baias / ventilação lateral / 500 W 140
Total
2030

Resultado: O salto é de praticamente R$ 600, graças ao processador, placa mãe, placa de vídeo, memória de melhor qualidade e mais espaço para armazenamento dos dados (algo obrigatório quando se quer instalar uma infinidade de jogos no computador), entretanto, o ganho de desempenho também é notável.

Essa configuração permite o uso de resoluções mais altas para a imagem em aplicativos 3D, além de trazer muitos recursos como a porta HDMI e o próprio CrossFire embutido, que aumentará ainda mais o desempenho da máquina em situações extremas.

O poderoso

Modelo
Preço (R$)
Processador Intel Core i7 860 800
Placa-mãe ASUS SABERTOOTH 55i 769
Memória Corsair 6GB (3 x 2GB) DDR3-1600 600
Placa de vídeo Radeon HD 5870 1200
Disco rígido Seagate 1.5 TB 290
Gravador de DVD LG GH22NS50 SATA 80
Gabinete Cooler Master Storm Scout com fonte 500
Total
4240

Resultado: viu como os melhores equipamentos são realmente salgados? Com esse orçamento é possível comprar três das máquinas econômicas ou duas da configuração inteligente. É claro que seus jogos ficarão mais rápidos e belos do que nunca, mas lembrem-se: esta nem é a configuração mais potente existente hoje.

Um computador com "tudo de ponta" não sairia por menos que R$ 5000, um investimento ridiculamente alto, até mesmo para quem adora jogos e diversão. O jeito é usar o bom senso e aproveitar as promoções das lojas...

Depois de toda essa enxurrada de informações, ainda temos a sensação de que muito poderia ser dito a respeito da compra de um novo computador para o ano de 2010. Itens e acessórios como teclados sem fio, mouse de alta precisão, caixas de som e monitores infelizmente tiveram que ficar de fora da lista, mas nada impede que eles apareçam em outro especial, não é mesmo?

Ah! Antes de finalizarmos este texto de hoje, mais um conselho: aguardem ao menos até o final deste mês (fevereiro), pois as últimas informações apontam para o lançamento de uma nova placa de vídeo da AMD ATI, a Radeon HD 5830, que trará desempenho alto a custos mais acessíveis.

Esperamos que tenham gostado e que se sintam mais aptos a encarar os vendedores e as escolhas. Boas compras a todos e, acima de tudo, boa jogatina com computadores novinhos em folha. Até a próxima!

Dante's Inferno

Pancadaria, brutalidade e botões sendo esmagados constantemente. Atualmente, esta combinação é mais que comum. Existem dezenas de jogos que possuem uma fórmula que usufrui deste fantástico combo que assola no mundo do entretenimento eletrônico. É praticamente impossível não falar de God of War quando estamos tratando de violência e do próprio gênero hack ‘n slash.

Além disso, é comum também compararmos os grandes lançamentos com a lendária aventura de Kratos. Afinal, quando GoW chegou às lojas, um novo padrão foi estabelecido, e o game ainda é utilizado como exemplo para diversos outros títulos do gênero.

Nesta geração, tivemos alguns jogos que relembram bastante a franquia da Sony que brutalizou o PlayStation 2. Darksiders é um dos exemplos mais recentes, mas há um título em específico que vem causando regozijos nos fãs do gênero: Dante’s Inferno. Depois de muita ansiedade, o Baixaki Jogos finalmente analisou o game. Será que temos apenas mais uma cópia de God of War ou o responsável por um novo padrão?

Bem-vindo ao Inferno

Dante’s Inferno se parece sim com God of War. Normalmente, esta é a primeira coisa que pensamos ou ouvimos quando iniciamos o game. Durante nossa sessão de testes, muitos espectadores até confundiram Dante com Kratos, algo que pode acontecer com qualquer um.

“Então o jogo é uma mera cópia de God of War?” Não exatamente. Primeiramente, God of War não foi o primeiro a fazer o que fez — mesmo sendo um dos mais importantes devido ao nível alcançado. Além disso, Dante’s Inferno traz uma trama diferente e interessante, inspirando-se nos nove círculos do Inferno que são retratados no épico poema de Dante Alighieri.

Mas, aqui, Dante é um cavaleiro templário brutal com uma simples missão: salvar sua amada Beatrice. Para isso, o personagem terá de explorar os piores locais imaginados pela humanidade, enfrentando demônios e tudo que há de mais aterrorizante no mundo. Como é possível perceber, existem algumas mudanças em relação ao poema original, mas elas foram feitas para o bem da diversão.

Falando em diversão, como todo bom jogo de hack ‘n slash, Dante’s Inferno dá um show. Logo nos primeiros momentos, o jogador já percebe a intensidade que o aguarda. Depois de ser introduzido à trama com CGs belíssimas — que se qualificam facilmente entre as mais bem feitas desta geração — e animações bacanas, você encarna o poderoso e habilidoso Dante.

Depois de acabar com a própria Morte, algo já visto durante a versão demonstrativa do game, Dante inicia uma aventura que exigirá muito de seus braços. Com ajuda da ameaçadora foice roubada do próprio Ceifador, o jogador tem a chance de aniquilar facilmente qualquer um que cruze seu caminho. Dante conta com um sistema de golpes comum para o gênero, com ataques rápidos e fortes. Você ainda pode combiná-los para realizar combos ainda mais devastadores.

Além da foice, Dante também conta com uma espécie de cruz milagrosa. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, esta cruz também é capaz de acabar com a vida dos inimigos de maneira brutal. Esta arma dispara ataques mágicos que podem atingir seus oponentes à longa distância, o que facilita a jornada do protagonista. A combinação destes dois ataques é essencial para a sobrevivência de Dante e traz um equilíbrio bacana para a fórmula.

Dante ainda conta com a possibilidade de adquirir ou aprimorar suas habilidades. Para isso, é necessário adquirir almas, que são como os pontos de experiência do game. Ao contrário da maioria dos jogos, não basta somente obter pontos de experiência e sair gastando-os em uma árvore de habilidades. Você terá de capturar os inimigos e absolvê-los ou puni-los para alimentar as determinadas barras que alimentam cada tipo de Skill Tree.

Dante é um cara poderoso

Dante’s Inferno conta com um ajuste interessante, trazendo duas Skill Trees independentes: Unholy (não sagrada) e Holy (sagrada). Cada uma conta com habilidades específicas, e jogador deverá escolher em qual delas gastará suas preciosas almas. Obviamente, você também poderá optar por um personagem híbrido — algo altamente recomendável.

Tudo isso resulta em combates realmente sólidos. O jogador tem a chance de alterar entre suas poderosas armas, a cruz e a foice, para realizar combos incríveis que resultam em um verdadeiro show de violência. Dante é tão brutal quanto Kratos, desferindo diversos tipos de ataques diferentes e arrebentando seus oponentes da maneira mais brutal possível. Os controles colaboram, trazendo uma fórmula que qualquer jogador de God of War pegará facilmente.

Artisticamente, o título é extremamente belo. Os ambientes são uma releitura muito interessante do que é retratado na obra de Dante Alighieri, fazendo com que o jogador realmente se sinta em um local que jamais deseja estar. A diferença de um círculo para outro é visível, com ambientes drasticamente diferentes e inimigos adequados para o que está sendo retratado. E tudo fica cada vez pior — no bom sentido.

Existem também alguns extras no jogo, como uma sessão de desafios que é aberta após o término da campanha — algo que deve levar cerca de 10 horas. A versão para PlayStation 3 conta com uma enxurrada de materiais bônus, incluindo o poema completo (em inglês), a trilha sonora e muito mais.

Em suma, Dante’s Inferno é um jogo no estilo hack ‘n slash que consegue divertir e cativar o jogador graças à sua fórmula simples e brutal. Sim, você esmaga os botões, mas faz isso em um jogo livre de bugs, sem loadings, com uma taxa de 60 quadros por segundo e acompanhado por uma trama que, no mínimo, fará você chegar até o fim. Pode até ser um game extremamente parecido com God of War, mas Dante’s Inferno também diverte igualmente.

Aprovado

Do que nós gostamos

Ambientação

Não há como negar: a ambientação de Dante’s Inferno é espetacular. Nos primeiros momentos do game, você ficará deslumbrado com a atmosfera do game. É comovente, por exemplo, enfrentar bebês demoníacos com lâminas no lugar de suas mãos no círculo dos não batizados. Além disso, o Inferno consegue ser realmente um lugar desprezível, graças ao fantástico trabalho da equipe de arte.

Os anéis iniciais merecem ainda mais destaque, pois trazem um design fabuloso e que definitivamente prenderá o jogador. Na Luxúria, por exemplo, o gamer encontrará vários elementos repugnantes, os quais podem ser vistos nas paredes e até mesmo na composição dos inimigos. Certamente, não se trata de uma interpretação fiel ao poema, mas Dante’s Inferno consegue migrá-la de maneira ideal para o mundo dos games.

O Inferno é divertido

Esta afirmação pode parecer estranha, mas você entenderá quando passar os primeiros momentos ao lado de Dante’s Inferno. Conforme mencionamos anteriormente, o título conta com uma fórmula conhecida por muitos e adota vários elementos de outros jogos do gênero. Mas, sua execução é muito bem feita, o que resulta em uma experiência tão divertida quanto qualquer outro jogo do gênero.

Os combates estrelados por Dante são satisfatórios. Além de poder desbloquear uma série de habilidades diferentes, o que contribui para a longevidade e diversão do game, o título também conta com outros elementos que garantem uma aventura saudável. As Relics, por exemplo, são como acessórios que podem ser equipados e fornecem habilidades passivas extras ao jogador, como ataques mágicos mais poderosos, por exemplo. Eles também são aprimorados, mas de modo automático.

Pura diversão

A variedade de combos não se compara a Bayonetta, mas Dante consegue fornecer batalhas interessantes e variadas. Normalmente, você terá de enfrentar vários inimigos de uma só vez, o que garante desafio e um espetáculo. Você se sentirá extremamente poderoso enquanto desfere ataques com sua foice e elimina os inimigos mais distantes com sua cruz sagrada.

Durante sua jornada pelo modo campanha, você enfrentará diversos inimigos diferentes, incluindo alguns mais poderosos que podem até ser controlados pelo jogador posteriormente. Há também alguns quebra-cabeças e momentos de plataforma que quebram um pouco da pancadaria.

Escolhendo seu caminho

Outro elemento que merece destaque é a possibilidade de escolher dois caminhos diferentes no game. A Visceral Games, responsável pelo título e também pelo aclamado Dead Space, conseguiu trazer algo de diferente para a fórmula, e isto foi muito bem-vindo.

As duas barras, vermelha (Unholy) e azul (Holy), situadas no canto superior esquerdo da tela são muito importantes para sua jornada. Ao agarrar um inimigo com botão R2 você terá de escolher se deseja puni-lo ou absolvê-lo. Se escolher a primeira opção, Dante finalizará o oponente de maneira brutal, e você ganhará pontos para sua barra vermelha. Entretanto, absolver trará uma morte menos sangrenta e resultará em pontos para a barra azul.

Você terá de completá-las várias vezes até atingir o nível máximo. É importante ressaltar que algumas habilidades só poderão ser conseguidas quando o jogador estiver com a barra Holy no nível três, por exemplo, o que exige que ela seja totalmente preenchida por três vezes. Portanto, é necessário escolher bem seu caminho para conseguir as habilidades mais poderosas.

Se você deseja obter tudo que o jogo tem a oferecer, então provavelmente terá de finalizá-lo diversas vezes. A adição de duas Skill Trees independentes ao game foi uma boa sacada da Visceral, e os jogadores certamente terão muitos motivos para jogar bastante Dante’s Inferno.

Toques extras

Bizarro é poucoAlguns detalhes em Dante’s Inferno realmente surpreendem. Primeiramente, a atuação dos dubladores é surpreendente. Mesmo com algumas linhas levemente ridículas no roteiro, como a cômica “Sniff Again”, o trabalho dos atores merece aplausos. Os dubladores parecem mesmo ter encarnado cada um dos personagems, trazendo linhas expressivas e totalmente convincentes.

Além disso, os já mencionados extras da versão para PlayStation 3 também são um presentão para quem gostou do game, permitindo que o jogador conheça os bastidores da produção e saiba como é o verdadeiro poema de Alighieri. A Visceral ainda promete um modo cooperativo que será lançado como DLC, algo que estamos ansiosos para conferir.

Quanto à trilha sonora, Dante’s Inferno também merece respeito. As faixas do game combinam perfeitamente com os ambientes, trazendo um clima de tensão e angústia através de violinos e fortes batidas.

Reprovado

O que espantou o video game brasil... No mau sentido

Já vi isso antes...

Se você espera por inovações absurdas na fórmula, é melhor ir tirando o cavalinho da chuva. Dante’s Inferno é um jogo bom, mas não traz nada de novo ao famoso gênero dominado por God of War. Você terá um sistema de controles conhecido, golpes já vistos em outros games e até mesmo os famosos mini games de contexto — aperte o botão na hora exata para derrotar o chefe.

Existem alguns outros detalhes que também incomodam no game, como o problema com os checkpoints. Eles até são generosos — você encontrará vários durante sua jornada — mas, infelizmente, suas últimas atualizações na árvore de habilidades não ficam salvas caso você morra. Basicamente, se você acabou de passar por um checkpoint, turbinou seu personagem, mas acabou morrendo, você terá de repetir as mesmas atualizações.

A reciclagem de inimigos é algo triste para um jogo com uma apresentação tão bela. Tudo bem, enfrentar mulheres semi-nuas no círculo da Luxúria é algo compreensível. Mas qual a razão de encontrá-las novamente no círculo da Violência? Difícil explicar, mas diversos inimigos característicos de certas regiões acabam aparecendo novamente, o que denigre um pouco a beleza do game.

Faltou gás

Nos primeiros momentos, Dante’s Inferno é completamente impressionante. Entretanto, depois da metade, o game simplesmente perde boa parte de seu brilho. Os ambientes, ricos em detalhes e totalmente caracterizados, acabam se tornando locais fechados, pequenos e genéricos da metade do game para frente.

(Cuidado com spoilers — revelação de enredo — no parágrafo abaixo.)

Além disso, os dois últimos anéis são decepcionantes. Em um deles, o jogador têm de apenas realizar diversos objetivos diferentes para prosseguir. Você terá de, por exemplo, eliminar um número X de inimigos em certo tempo ou acabar com os oponentes sem utilizar mágica. Algo totalmente desnecessário e que quebra o clima do game. Já o último círculo parece ter sido criado somente para a batalha contra o chefe final.

Em suma, a qualidade vai decaindo, mesmo que levemente, ao decorrer do game. Talvez a companhia estivesse com pressa para terminar o jogo antes do lançamento de God of War. Infelizmente, isso danificou a imagem do título.

Durante as sessões de plataforma, o jogador pode ficar frustrado. Tudo bem, entendemos que elas são introduzidas para trazer algo de diferente para o game, mas ainda preferimos detonar inimigos a saltar sobre blocos. Os quebra-cabeças do game são simplórios e nada chamativos.

Você por aqui?

Conclusão

Vale a pena?

Se você é fã de God of War, então deve conferir Dante’s Inferno. Existem diversas semelhanças com o sucesso da Sony, e o game ainda consegue trazer uma trama bacana e muita, mas muita brutalidade para esta geração. Mesmo com alguns problemas, uma fórmula batida e um ritmo estranho, Dante’s Inferno faz o principal: diverte.